Trip to Seattle – day 2

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No segundo dia levantamo-nos já um bocadinho tarde – estávamos mesmo a precisar de umas horas de sono – e o sítio para almoçar estava decidido desde o dia anterior: Zengh Café.

Apanhamos um autocarro em West Seattle e uns 30min depois estávamos sentados neste mini restaurante a provar os delicioso steamed buns e uns beef noodles com vista para a famosa Space Needle. O must deste sítio e aquilo que queríamos provar mesmo eram os custard buns – uma versão doce dos tradicionais steamed buns com um recheio tipo creme de ovos, delicioso – mas o resto do que pedimos era igualmente óptimo e ainda nós recomendaram sítios a visitar por Seattle.

Já que estávamos a uns passinhos da Space Needle, aproveitamos para comprar o city pass e verificar se iria dar para subir lá cima, já que no site dizia que iam estar fechados durante uns dias para remodelações mas que algumas zonas estariam acessíveis. A senhora no balcão confirmou que estavam fechados mas iam abrir na sexta, ou seja, ainda lá poderíamos ir!

O City Pass é um passe que vos dá entrada para a Space Needle (no dia 4 subimos e há fotos), Seattle Aquarium (fotos e etc dia 3), Argosy Cruises Harbor Tour (para fotos e etc, voltem no dia 3), Museum of Pop Culture (dia 4) ou Woodland Park Zoo e Chihuly Garden and Glass ou Pacific Science Center.

São $79 e, se pretenderem visitar estes sítios, sugiro que o adquiram.

A maioria destes sítios é na mesma zona. Sendo que a Space Needle é a dois passos do Chihuly Garden and Glass, decidimos visitar este museu onde podem ver as obras de Dale Chihuly. Os detalhes e as cores são espectaculares e tudo é feito em vidro. Não vou escrever muito sobre este sítio mas sim deixar-vos com estas fotos para poderem perceber o que digo.

De seguida lá fomos para uma – mais uma – longa caminhada. Somos só nós ou vocês também preferem, em city breaks, optar por andar enquanto descobrem o que a cidade oferece em vez de se meterem nos transportes? Só usamos autocarro umas duas vezes e o comboio para ir e vir do aeroporto.

Entretanto, paramos nas novas cúpulas da Amazon, não podendo entrar – é só para empregados – deu para ver o interior que é, nada mais nada menos, o género de uma floresta tropical.

Estava a dar aquela vontade de parar num sítio quentinho para uma bebida ainda mais quentinha e descansar um bocado quando vimos o sítio perfeito: Macrina Bakery. Pedimos uns cappuccinos e duas lambarices que entretanto já estávamos a precisar de repor os açúcares – ou não e sou só eu a ser lambareira. Deliciamo-nos, nas calmas, enquanto escurecia lá fora e se ganhava vontade para mais uma caminhada.

Já tínhamos escolhido onde jantar por isso a próxima paragem seria na Bottlehouse. Era um dos sítios mais recomendados para tapas e era o tipo de comida que nos apetecia, assim mais levezinho e num ambiente muito descontraído.

Este “restaurante” é mesmo uma casa – daquelas típicas americanas – e é numa rua bem calminha. Lá dentro o ambiente não podia ser mais relaxado. Luz super baixa, maioritariamente vinda das velas, mesas altas e garrafas por todo o lado. O menu é muito simples e o mais importante: há pão.. quente. Baguete, queijos que são escolhidos consoante o vinho que estão a beber ou as vossas preferências, carnes curadas, pratos leves e algumas sobremesas. As empregadas são bastante simpáticas e conhecedoras do menu e dos vinhos, e dizem-vos de onde vêm os produtos que estão a consumir. Foi um serão muito agradável e voltava já!

Já vos disse que as sobremesas são o meu prato preferido, right? E por isso, não podíamos ir embora sem sobremesa. Mas esta foi noutro sítio – daqueles que se encontram quando caminham. Vimos uma janelinha que dizia Molly Moon’s homemade ice cream e tivemos que ir ver melhor – que é como quem diz pedir 3 sabores porque escolher é difícil e uma pessoa não quer ter essa tarefa árdua. Ainda bem que decidimos parar por lá pois o raio do gelado era óptimo.

Daqui, quase a rebolar, fomos para a “nossa” rica casinha, aproveitar a lareira que faz frio lá fora e em San Antonio não há nada disso.

Voltem para o resto da viagem por Seattle!

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Trip to Seattle – day 1


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No Inverno temos sempre tendência a fazer uma city break e, em anos anteriores, visitamos Praga, Amesterdão e Paris. No entanto, agora que estamos deste lado do globo, faz todo o sentido explorar estes lados e assim decidimos a nossa primeira viagem dentro dos Estados Unidos: Seattle.

Embarcamos de manhãzinha, 6h30, e chegamos eram quase 9h – em Seattle são menos 2h que no Texas – numa viagem que durou cerca de 4h.

Assim que chegamos, decidimos apanhar o comboio e ir em direcção ao Pike Place Market, uma das paragens obrigatórias para quem visita Seattle. Saímos em Pioneer Square, o distrito histórico da cidade e caminhamos pelas ruas cheias de lojinhas interessantes e sítios para se parar e beber um café – e aquecer, que faz frio lá fora. O bilhete custou $3 e a viagem são cerca de 20min.

Uma das coisas que reparamos imediatamente foi a quantidade de subidas inclinadas e a abundância de verde. Em San Antonio é raríssimo haver uma subida e as cores são mais acastanhadas. O feeling em Seattle é o que se sente ao visitar qualquer cidade cosmopolita onde a presença de sky high edifícios é obrigatória e há aquele frenesim na rua – mas não sendo o caos de Londres, por exemplo.

No Pike Place Market podemos ver os famosos balcões de peixe, vindos directamente do mar lá atrás do mercado – águas do pacífico – lojas de antiguidades, comics, frutas, padaria e etc. Tudo a berrar fresco e cheio de cor.

Também, nesta zona, se encontra o Starbucks mais antigo do mundo. Aberto desde 1971, na rua do Pike Place, é também conhecido por ‘Original Starbucks‘ e é impossível passar despercebido já que grupinhos de pessoas se juntam cá fora e tiram fotografias – nós fizemos o mesmo ahahhahah.

Num becozinho, ainda no Pike Place Market, encontra-se a Gum Wall que é, nada mais nada menos, paredes cobertas de pastilhas elásticas. Quem é que achou que isto seria boa ideia? Não sei, mas é mais uma paragem obrigatória.

O almoço foi naquele que viria a ser o meu novo vício, Ramen. Apanhamos um autocarro em direcção a Capitol Hill e em 20min estavamos no Ramen Danbo. Há lá melhor coisa que uma taça de noodles num broth delicioso para aquecer? Maravilha. O atendimento foi óptimo e bastante claro no que diz respeito às opções e ao recomendado.

A seguir fomos a uma loja de cannabis – legal em Seattle. Se já visitaram Amesterdão e conhecem o tipo de lojas que estou a falar, esqueçam pois por estes lados essas mesmas lojas são todas lindas e dignas de revista. Pedem ID ao entrar e depois não só podem ver os produtos disponíveis – desde o típico para fumar a produtos medicinais como cremes, batons ou mesmo chocolates e bebidas – e podem, ainda, ver as plantas a serem tratadas nos laboratórios e o processo de evolução. O atendimento é 5 estrelas e é agradável ver que certos sítios já estão suficientemente desenvolvidos para entender que cannabis não é cocaína. E isto é a opinião de uma não consumidora.


Daqui fomos para o nosso rico Airbnb, em West Seattle. É uma zona bastante mais calma que o centro e ficamos rendidos às fotos quando andávamos à procura de sítio para ficar.

Já cansados e sem muita vontade para voltar para o centro da cidade, decidimos procurar o que jantar na zona. E porque pizza napoletana soa sempre bem, o jantar foi no restaurante Mioposto. Eu fiquei fã assim que li que o pão que serviam era levedado durante horas portanto pedimos isso, duas pizzas e umas das melhores sobremesas que já provamos: Apple crostata. Massa de pizza recheada de maçã com canela e açúcar, molho de caramelo e uma bola de gelado de baunilha super suave. Disto não há fotos que a gulodice era enorme!

De volta à nossa “casinha”, nada melhor que ligar a lareira e ver umas séries que amanhã é o dia 2 e a noite anterior dormimos 2h.

Fiquem por aí para o resto da viagem!

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Healthy Peanut Butter Cookies

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Entrar numa dieta ou adoptar um estilo de vida saudável não é difícil e as vantagens são muitas. No entanto, há pessoas que nem tentam e há as que desistem assim que lhes metem o primeiro doce à frente. A vossa força de vontade tem que ser maior que as calorias naquela peça de gordura e açúcar artificial, só assim vão conseguir ir caminhando em direcção ao vosso objectivo, seja ele qual for.

E porque de vez em quando vos vai apetecer um doce – ou salgado – metam mãos na massa e façam as vossas receitas, onde podem escolher os ingredientes e gerir quantidades. Foi assim que decidi fazer umas bolachas de manteiga de amendoim, utilizando apenas o necessário e ingredientes de qualidade.

Ingredientes:

  • 100gr de farinha integral
  • 20gr de proteína Quest banana
  • 1 clara de ovo (temperatura ambiente)
  • 60gr de manteiga de amendoim 100% natural
  • 42gr de óleo de côco derretido
  • 15ml leite de amêndoa
  • 1 c.sobremesa de fermento em pó
  • 1 c.sobremesa de maizena
  • pepitas de chocolate preto (opcional)

Preparação:

  • Num recipiente juntar a farinha, proteína, fermento em pó e maizena.
  • Num recipiente à parte, bater clara e óleo de côco durante uns 15seg, juntar o leite a manteiga de amendoim.
  • Juntar os ingredientes líquidos nos secos, envolver as pepitas de chocolate.
  • Levar ao frigorífico cerca de 30min.
  • Fazer bolinhas, achatar e levar assar a 175º durante 10min.

Mais uma receita saudável, simples e que se faz num instantinho. Não se ponham é a devorar bolachas porque “são saudáveis”. Sim são mais saudáveis que as bolachas que andam por aí, mas há que haver moderação.

Os valores nutricionais podem ser diferentes nas vossas receitas dependendo das marcas que usem mas os vossos resultados devem ser semelhantes a 7gr de carbs e 7gr de gordura.

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Banana & Peanut Butter Muffins


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No post anterior, partilhei uma receita para quando nos apetece uma lambarice mas não queremos estragar a dieta – ou estilo de vida saudável. Desde então, meti mãos à massa e tenho trabalhado nessa receita de forma a torná-la ainda mais saudável: deixei de fora o Swerve (ou Stevia) e reduzi bastante a quantidade de farinha, substituindo por mais proteína.

É assim que vos apresento estes muffins de banana e manteiga de amendoim.

Ingredientes:

  • 225gr de iogurte grego sem gordura
  • 40gr de farinha integral
  • 30gr de proteína Quest de banana
  • 30gr de proteína Quest de manteiga de amendoim
  • 2 ovos
  • 160gr de banana esmagada
  • 30gr de pepitas de chocolate preto (opcional)
  • 1c.sopa de fermento

Preparação:

  • Misturar todos os ingredientes, excepto o chocolate, até obter uma massa homogénea.
  • Colocar em formas pinceladas com spray de culinária e dispor as pepitas por cima dos muffins.
  • Levar ao forno durante cerca de 15-20min a 200º.

Esta receita faz-se rapidinho e não leva açúcares nem gorduras adicionais. Só ingredientes bons e que podem fazer parte do vosso estilo de vida saudável.

Note-se que os valores nutricionais são de acordo com os ingredientes usados específicos e podem variar dependendo das marcas que usem. Não, a Quest não me paga publicidade – que jeito dava – uso apenas esta proteína pois não só sou fã dos sabores como praticamente não possuem hidratos de carbono o que me permite ter apenas 6gr de net carbs por muffin. Sempre obtive bons resultados usando esta marca e por isso recomendo pois nem todas as proteínas funcionam tão bem quando usadas em receitas.

Sintam-se à vontade para utilizar diferentes sabores de proteína mas não posso garantir que obtenham a mesma consistência. Se tiverem mais sugestões deixem nos comentários. Nunca é demais partilhar receitas saudáveis.

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Banana & Greek Yogurt Muffins

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Um dos objectivos de muita gente é adoptar um estilo de vida saudável. O problema é que, muitas vezes, as pessoas não estão dispostas a aderir a uma nova rotina e facilmente desistem.

Para vocês que se encaixam nesta categoria ou para os que já seguem no seu dia-a-dia um estilo de vida saudável – e porque me apetecia um lambarice sem quilos de açúcar e gordura – fiz estes muffins com ingredientes simples, sem açúcares ou gorduras adicionados. Porque fazer “dieta” não é complicado, basta escolher alimentos o mais simples possível e nutritivos.

Ingredientes:

  • 225gr de iogurte grego sem gordura
  • 160gr de farinha integral
  • 2 ovos
  • 2 bananas esmagadas
  • 50gr de Swerve (ou Stevia)
  • 1,5c.sopa de fermento
  • pepitas de chocolate preto qb

Preparação:

  • Juntar todos os ingredientes excepto o chocolate e bater até estar homogéneo
  • Adicionar o chocolate (opcional)
  • Distribuir pelas formas e levar ao forno a 200º durante 15, 20min.

 

Super fácil e fazem-se num instantinho, dêm-lhes uma tentativa e digam-me lá se comer saudável não é fácil… e simples!

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Buying medicines in the US

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Já vos falei sobre a minha ida ao dentista no post anterior  – podem ver aqui – e, como seria de esperar, foi-me receitado Ibuprofeno para tomar se tivesse dores e um antibiótico. Nunca eu pensei que ir à farmácia pudesse ser um desafio.

Na minha ideia, dava-lhes a receita, pagava e bye-bye. Não. Há um processo todo em volta disto que só me faz rir do quão difícil é o estar a lidar com um sistema de saúde deste género.

Passo a explicar: uma pessoa vai à farmácia, leva a receita e dizem-vos para voltar dali a uns minutos enquanto “preparam” o medicamento. Para o Ibuprofeno foi um drama pois o dentista passou a receita nos meus apelidos e então a mulher da farmácia estava super reticente em me dar a porra do Ibuprofeno 600mg quando eu podia comprar 3 caixas de Ibuprofeno 200mg das prateleiras do supermercado. E quando vais buscar, tratam-te como se Ibuprofeno fosse droga e tu um viciado. “Já tomaste disto antes?” São 600mg de Ibuprofeno, não cocaína! Paguei $1,45.

As farmácias oferecem opções diferentes para levantar uma receita e os preços variam dependendo da seguradora, da própria farmácia e, obviamente, se têm seguro ou não. Foi engraçado quando, em conversa com uns colegas, nos disseram que por vezes a opção mais barata é sem seguro.

E um exemplo disto foi quando fomos comprar o antibiótico. Os novos cartões do seguro ainda não tinham chegado portanto já eu estava pronta para me levarem à falência quando o senhor na farmácia nos diz que são apenas $8,99 e que estamos com sorte por este ser “um medicamento barato“.

As embalagens de ambos são aqueles frasquinhos que vemos nos filmes, não caixas como estamos habituados e so metem a quantidade que o médico receitou, nem mais um. Não vá uma pessoa fazer sobredosagem e matar-se.

O que registo deste episódio é mesmo o que já é de esperar de um sistema de saúde privado: tudo feito em prol do negócio.

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I’ve tried the US health system

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Já todos nós passamos pela dolorosa experiência de ter uma dor de dentes – se nunca tiveram uma, sintam-se abençoados. Já não tinha uma há anos e, digamos, não tinha saudades nenhumas mas eis que os deuses dos dentinhos se viraram contra mim e mandaram vir uma daquelas que não desejo a ninguém. Passei a noite a dormir uns 5min de cada vez que aquilo parecia apaziguar e, de manhã, decidi que tinha – mesmo – que ir ao dentista pois viria o final de semana e feriado e se a dor continuasse não havia ninguém que pudesse ajudar.

Fui ao website do seguro de saúde, pesquisei por dentistas e tentei escolher um que tivesse boas reviews que nisto de médicos sou picuinhas. Liguei para alguns, sem disponibilidade, até que consegui que me atendessem no mesmo dia.

Saí de casa e lá fui eu. Preenchi mil papéis, por ser nova paciente, e fui chamada. A assistente do dentista tirou-me mil e um raio x com instrumentos nunca usados no dentista em Portugal ou Londres, e entretanto o dentista veio mostrá-los e fazer uma avaliação dos mesmos. Pois que os 4 dentes que desvitalizei em Portugal, quando ainda era uma adolescente, foram TODOS mal desvitalizados. Eu já sabia que um deles tinha sido mal feito quando, por causa de uma dor de dentes em Londres, me tive que dirigir a um dentista – português, quando possível opto pelos nosso profissionais de saúde que, regra geral, são decentes (a minha dentista original já estou a ver que não) – e ele me mostrou como aquele dente não foi completamente desvitalizado.

O senhor dentista diz-me que podemos tratar 2 cavidades e fazer uma limpeza mas que os dentes que foram mal desvitalizados teriam que ser vistos por um endodôntico. A senhora vem explicar os valores do tratamento das cavidades e limpeza e, ao olhar para a lista enorme que ela tinha na mão, já me estava a doer na alma. O que teria que pagar, se quisesse prosseguir, seriam 263 dollars. Uffa! – pensei eu – not so bad. Quando vejo o detalhado, o seguro pagou 580 dollars e, leiam bem, se não tivesse seguro, pagaria 2800 dollars!

Quanto aos dentes que não foram bem desvitalizados, esses vão ser pagos a ouro, quase de certeza. Estou para ver que valores me oferecem e quanto o seguro paga.

O serviço, posso-vos dizer que foi óptimo, não só me deram uma boa dose de anestesia – no UK nunca deram – até me mediram a pulsação antes de começar. O médico ainda disse que, se sentisse dor num dos dentes que ele arranjou, para voltar no mesmo dia pois queria garantir que não passava o fim-de-semana e feriado com dores.

E foi esta a minha primeira experiência no dentista nos States. Se estão curiosos pelo próximos capítulos, fiquem por aí que a seguir vem o endodôntico.

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TAG – Xmas

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Já devem estar fartinhos de ver esta TAG por aí mas eu não podia deixar de participar uma vez que a Sofia, do Crónicas de Salto Alto, me nomeou – obrigadooooo!

O meu filme de Natal preferido: bem, não ligo nenhuma a esta secção de filmes mas diria o Sozinho em Casa por ser aquele filme obrigatório e que todos vimos quando éramos mais novos.

Onde costumas passar o Natal: quando viva em Portugal, passávamos nos meu avós mas desde que emigrei que fazemos uma coisa pequenina só para nós os dois.

Qual é a tua música de Natal favorita: “Baby it’s cold outside”, das milhentas músicas que passam nesta altura, esta soa-me sempre bem.

Abres os presentes na véspera de Natal: sim, sempre abrimos os presentes na véspera.

Por que tradição estás mais ansiosa este Natal: É a primeira vez que vou estar a celebrar o Natal umas horas depois da restante família pois estar a viver nos Estados Unidos tem destas coisas engraçadas.

Tens uma árvore de Natal verdadeira ou falsa: sendo os preços das artificias super inflacionados, não sei porquê, este ano, pela primeira vez, compramos uma árvore verdadeira e devo dizer que se sempre fui meia contra pois achava-as um bocado feias, estou super fã e são muito giras.

Qual é o teu doce/comida favorita no Natal: só mesmo o Pão-de-ló e um bom queijinho.

Sê honesto, preferes dar ou receber presentes: prefiro dar mas acho super entusiasmante o desembrulhar portanto não me importo nada de receber.

Qual foi o melhor presente que recebeste: todos os presentes que o homem me dá. Primeiro porque ele é bom a escolher prendas e depois porque nunca faço ideia do que será e eu gosto que assim seja.

Qual é o teu lugar de sonho para visitar no Natal: Já passei muitos Natais no clima de Portugal, já passei mais uns quantos em Londres e, pela primeira vez, vou passar no Texas, portanto não me posso queixar! Muitos de vocês dizem Nova Iorque por causa da neve mas deixem que vos diga que a neve não é tão espectacular como mostra nos filmes. É bonito vê-la quando começa a nevar e pronto, só isso.

Momento mais memorável das férias de Natal: para ser sincera, nenhum. Nunca foi uma época que significasse muito para a minha família- somos uns tristes ahahhaha

Como é que soubeste a verdade sobre o Pai Natal: nem sequer me lembro se algum dia acreditei no Pai Natal.

És uma pro a embrulhar presentes ou um fail completo: Sou uma pro. Sempre tive jeito para as artes manuais e é sempre com muita dedicação que faço os embrulhos.

Não nomeio ninguém pois a maioria já foi nomeado e já publicou um post semelhante mas, se estão desse lado e ainda não partilharam as vossas respostas, sintam-se nomeados e bora participar!

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The weirdest interview ever


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Já vos tinha dito que me candidatei a dois bancos e falei-vos da primeira entrevista. Deste segundo banco não ouvi nem coisas boas nem coisas más, mas, no geral, as pessoas diziam que era um sítio agradável de trabalhar.

Lá vou eu à entrevista, esta que viria a ser a mais estranha da minha vida.

O sítio: digamos que não era o mais indicado e, depois de comentar com o homem que o interior do banco tinha muito mau aspecto, este ao falar com pessoas no trabalho dele, confirma que o sítio onde o banco se encontra é um grande DON’T GO THERE. Pessoas, não se assustem, eu sobrevivi! Aparentemente, o banco está numa zona onde há vários gangues e problemas com frequência portanto é mesmo evitar.

As pessoas: tinham aspecto muito descuidado – uma maneira fofinha de dizer que cheiravam mal – e quase não se falava inglês pois a maioria da comunidade daquele sítio fala espanhol – disse o manager na entrevista.

Os empregados: cada um mais estranho que o seguinte. Desde os looks – calças de ganga, casaco de cabedal e botas até ao joelho – à menina que sai de trás do balcão de chinelo de dedo.

A entrevista: o manager daquela branch, a senhora do casaco de cabedal e uma outra pelo telefone, fizeram-me a entrevista durante cerca de 1h – quando eu já havia esperado 1h para ser entrevistada. Eu parecia a única pessoa civilizada no meio daquela selva. O escritório estava a meter nojo, a senhora do casaco de cabedal não largava a sua caneca de água – do tamanho da bebida maior do McDonald’s – e o sr.manager ia pegando no seu telemóvel, interrompendo o processo de entrevista.

Saí de lá naquela do “nem que me paguem valores astronómicos eu vou trabalhar num sítio destes”.

Desde o início que faltou muita profissionalidade por parte dos entrevistadores e a localização do banco.. já sabem!

Engraçado é que não não fui seleccionada para Teller neste banco, mas foi-me oferecida a posição de Lead Teller no banco que vos falei neste post, bem mais conceituado.

Há uns dias recebi email dos recrutadores a pedir para me candidatar novamente, sure. Valeu pela experiência e serviu para rir um bocadinho. Espero que não seja um problema deste banco mas sim daquele sítio em particular.

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Job Interviews

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Das primeiras coisas que fiz, assim que recebi o EAD, foi começar à procura de trabalho. Esta pesquisa focou-se, maioritariamente, em posições de teller ou lead teller em bancos – ou seja, balcão ou responsável dessa área – pois já havia exercido a primeira e sempre quis ser promovida para a seguinte.

Porque o mais importante para mim era mesmo arranjar trabalho, submeti umas quantas candidaturas para outras áreas para ver se dava qualquer coisa, nem que fosse só para desenrascar – que estar em casa não é assim tão espectacular como muita gente o faz parecer.

Comecei, finalmente, a receber emails e chamadas para comparecer em entrevistas. Fiz uma entrevista para a qual nunca recebi feedback, fui a duas entrevistas para dois bancos distintos e a uma para uma empresa em IT. A primeira foi num banco do qual só ouvia boas críticas, não só como sendo um bom sítio para trabalhar mas também um bom sítio para se ser cliente. Foi, então, super contente que me dirigi para a entrevista.

Esta foi feita, apenas, com uma representante dos Recursos Humanos que no dia seguinte me ligou a dizer que estava na próxima fase: uma entrevista com um dos managers.

Uns dias antes, reparei que havia uma vaga de Lead Teller no website e quando estava na entrevista com o manager disse-lhe que isso era o que gostava de fazer, embora estivesse a ser entrevistada para posição de Teller, ao que prontamente me respondeu “estás a ser entrevistada para qualquer posição”. Saí de lá com a oferta de Lead Teller e pronta para dar início a todos os background checks necessários – que viriam a ser uma dor de c* enorme pois a empresa não faz background checks internacionais.

Isto significa que eu mesma tive de pedir provas dos empregos anteriores no UK e certificados escolares. O mais demorado foi conseguir o certificado – viva os serviços públicos em Portugal!

Enquanto esperava pelo certificado, fiz uma entrevista para uma empresa de IT, esta que depois me contactou com uma oferta que batia o que o banco me poderia oferecer.

É aqui que vem o ridículo: a maioria das empresas no EUA oferecem uma quantia mínima de dias de férias aos empregados e, no máximo, contribuem com um bocado para o vosso seguro de saúde – uma coisa muito importante, visto que não é um serviço grátis. O banco oferecia-me 5 dias de férias por ano, sim, leram bem, e eu pagaria cerca de $150 por ordenado (ou seja $300, pois pagam de duas em duas semanas) para o meu seguro de saúde.

A empresa de IT oferece-me 180h de férias, bastante mais, e só pago $20 pelo meu seguro de saúde. E, pela primeira vez em muuuuuuuitos anos, tenho um emprego de segunda a sexta – no banco seria rotativo.

Pode parecer-vos estranho estar a entrar numa área que é completamente nova, mas garanto-vos que além dos benefícios óbvios, o meu objectivo é aprender um ramo do IT – o qual já estou a fazer – e, rapidamente, mover-me em direcção a essa mesma área.

Eu sou daquelas pessoas que não gosta de estar estagnada no emprego, por muito confortável que o assento seja, portanto isto é mesmo uma oportunidade de construir uma carreira ao invés de esperar por promoções em bancos.

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