Metallica – Alamodome

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Metallica. Banda que sempre desejei ver e nunca tive oportunidade. Mesmo não sendo 1983 e os senhores já não estarem no seu auge musical, continuava nos dias de hoje a ser uma prioridade na minha bucketlist.

Eis que, acabadinhos de chegar a terras Americanas, o homem diz que comprou bilhetes para os ir ver. OMG! Nem fazia eu a ideia de que andavam em tour, muito menos em San Antonio.

Assim, e apenas uma semana após o início da nossa aventura, chegamos ao Alamodome para ir ver esta banda que ainda em 2017 continua a produzir boa música.

Sem contar, acabamos por ver também os Avenged Sevenfold que eu também ouvia há uma década atrás mas que nunca me disse imenso, mas, como seria de esperar, uma boa performance com o guitarrista Synyster Gates em destaque pela atuação digna de um guitar hero.

Findos 25 minutos do concerto dos A7X, já a ânsia batia mais forte e já só queríamos mesmo era ver os grandes.

Grandes que por ali entravam com a música de abertura do novo álbum, Hardwired.. to Self-Destruct, “Hardwired”, a rebentar logo com o Alamodome.




Noite fora se seguiram músicas novas, com os óbvios hits mais antigos (Enter Sandman, Fight Fire with Fire, Seek & Destroy, entre outras) para pôr toda a gente a cantar e abanar a cabeça.

O homem, que já viu Metallica um monte de vezes, disse que foi o maior espectáculo deles. Eu, que como vos disse estava a vê-los pela primeira vez, vim embora feliz da vida.

Bandas destas proporcionam-nos grandes momentos e o mais engraçado é ver pais e filhos juntos a apreciar o concerto. Metallica ultrapassa gerações. Quem nunca cantou uma musiquinha deles, mesmo não sendo fãs? Bem, eu lá consegui ir ver uma das bandas da velha guarda do metal e, dos da mesma época, não me faltam muitos!

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Alamo Drafthouse


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Apreciadores de cinema? E de comida? E das duas coisas juntas? Alamo Drafthouse é o sítio certo para vocês! Pois que isto é coisa que eu nunca ouvi falar mas quando o homem me diz que podemos ir ao cinema e encher a mula ao mesmo tempo, os meus olhos até brilham! E não venham vocês dizer-me que também podem comer pipocas, eu posso pedir milkshakes, pizza, bolachas cozidas na hora e até bebidas alcoólicas! Já se imaginaram sentadinhos no cinema e serem servidos coisas destas? Uma pessoa já não quer outra coisa! Posso dizer-vos que, em 5anos em Inglaterra, fui menos vezes ao cinema que em 1 mês e meio aqui. E não é só porque lá não nos dão destas coisas, é que em Inglaterra, uma pessoa chega de onde quer que seja e já não quer sair de casa. O calor que se faz nas ruas e o preço do bilhete não me compram. O mesmo não se pode dizer quando estão quase 40º lá fora e vos trazem a papinha à mesa.

Comida à parte, que nem todos são uns ‘esfomeados’ como eu, o Alamo Drafthouse tem o que nenhum outro cinema vos oferece: carisma. Basta entrarem e dão logo de caras com mesas e um bar. O cheiro a cerveja é inevitável, pois isso é coisa que não falta e a lista destas é enorme. As salas estão tão bem desenhadas que por cada dois lugares há uma mesa e mesmo quando os empregados levam comidas à mesa, ou a pessoa sentada à vossa frente mede 2m, não vos tira a visão do ecrã. E agora, o mais importante de tudo o que há de bom neste sítio: regras são restritas. E o que é isto? Nada de telemóveis ou barulho. Não há coisa mais irritante que estar a ver um filme e a história de vida do grupo do lado, please.

 Alamo made national headlines in 2011 when the rantings of one angry customer who was ejected for texting were included in its “Don’t Talk or Text” PSA shown before films. “When we adopted our strict no talking policy back in 1997 we knew we were going to alienate some of our patrons,” Tim League posted on the cinema’s website. “That was the plan. If you can’t change your behavior and be quiet (or unilluminated) during a movie, then we don’t want you at our venue.”

Já estiveram em algum sítio semelhante? Qual é a vossa opinião sobre sítios destes?

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The Impossible – Hopdoddy’s Burgers


Image from Hopdoddy’s Facebook (sorry, mine’s were too dark!)

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Não, não me interessa o novo gossip das Kardashian nem a música nova da Rihanna. Mas falem me de comida e desses sítios mais ou menos requintados onde orgasmos fazem parte do menu, e já lá estou! O Hopdoddy entrou nesta categoria quando foi dito serem os melhores hambúrgueres cá nesta região do Texas (San Antonio/Austin). Se uma pessoa diz isto, é óbvio que nós, sendo como somos, não íamos demorar muito a lá ir. E não demorou… Hoje já lá estávamos. O  famoso hambúrguer “The Impossible” é o mais popular do menu quando lá se encontra (é um ‘special’) e dá para perceber porquê: é vegan e reza a lenda que sabe a carne. Assim sendo.. A curiosidade levou a melhor.

Pedimos esse e o Primetime, não vá o primeiro ser um ultraje e assim estávamos salvos. O resultado? Bem, o meu homem tem uma relação extra-conjugal com tudo o que sejam carnes, e após a primeira trinca, a surpresa esbateu-se e eis que o primeiro se encontrava abalado. De seguida fui eu. E não é que é de longe o melhor hambúrguer vegan de sempre? É como se fosse carne. Não, não é melhor, mas é bastante impressionante a consistência obtida assim como aquele crocante que ganha quando se cozinha um hambúrguer numa chapa. Não é tão suculento como o verdadeiro, mas após estar tudo montado e se trincar o hambúrguer, apanhava qualquer um desprevenido. Nem me lembrei que não estava a comer carne. Se subitamente houvesse um cataclismo no Planeta e não me fosse possível comer mais carne, ao menos poderia enfardar dois ou três daqueles e não ficar nada desapontada!

Numa nota à parte, é, não obstante, questionável se nos é realmente melhor para a saúde comer o Impossible Burger ou comer carne de qualquer animal. Naturalmente, para obterem tal consistência e sabor, o produto tem que passar por uma quantidade de processamento absurda e como é de conhecimento geral nos dias que correm, optar por carnes o menos processadas possível é, talvez, uma melhor opção (a não ser, claro, que sejam vegetarianos ou vegans).

Independentemente, uma experiência óptima, a ser repetida em breve!

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5 things I’ll miss from London


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Ok, se calhar dizer que vou ter saudades de alguma coisa em Londres, é tirar o brilho a esta palavra tão portuguesa que é ‘saudade’. Na verdade não há muito do que sentir falta. O clima é… questionavel, qualquer sítio está de tal forma atolado de gente que uma pessoa se questiona se é tudo residente ou se está a decorrer uma monumental orgia. Objectivo de vida de muitos dos locais e estrangeiros que lá vivem? Ir de férias, rápido! Mas isso é assunto para outro post. Neste, vou ficar-me pelo que, de certa forma, me trás boas memórias de Londres.

 

  • Comida indiana – e quem diz indiana, diz bangladeshi. Pois que, segundo o Washington Post, existem apenas 5000 restaurantes de comida indiana nos Estados Unidos da América. Em Inglaterra o desafio é não os ver. E se, antes de viver em Londres, nem sabia o que naan era, ai o que eu dava por um saag paneer.
  • Q Verde – o melhor restaurante italiano onde já estive. E não é só a massa, feita de raíz neste estabelecimento, que fazem deste o meu sítio preferido em Kew. O staff está sempre disponível. E ver o dono, um senhor italiano super engraçado, andar pelo restaurante enquanto canta é sem dúvida o que eleva o restaurante. Se ainda não conhecem, visitem! PS: Ele senta-se à mesa pós-refeição com Limoncello para elevar a relação. Divino!
  • Franco Manca – Pizza com massa sourdough num restaurante onde italiano é a língua mais falada? Franco Manca! Só precisam de menos de £10 se quiserem comer uma das pizzas, feitas em forno artesanal Napolitano e com ingredientes de produtores locais.
  • Waitrose & M&S – se há coisa que eu dou valor, no mundo da comida, é pão! Pão todas as coisas. Nestes dois supermercados, o pão é sempre bom e nunca desaponta. E não é de admirar, pois este dois sítios são de qualidade e todos deviam provar alguns dos seus produtos.
  • Transportes Públicos – eu sei, eu sei. O comboio é cancelado porque caiu um floco de neve. O autocarro vem atrasado ou nem sequer vem e o metro parou no meio da viagem quando já estão atrasados e não há rede lá em baixo (ah, e é o local mais assombrado do Reino Unido… dizem.). Mas quantas são as opções que vos oferecem? Se o 200 não vem, o 300 passa no mesmo sítio. E se quiserem muito, até podem ver no site quando é que o vosso bus passa no sítio onde estão! Queixamo-nos de boca cheia, como em tudo na vida.

 

Se vivem ou já viveram em Inglaterra, digam-me lá o que vos faria falta! E para os que vivem pelo Texas, onde é que posso encontrar sítios que metam estes no bolso? Espero pelas vossas sugestões!

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From Porto to London to Texas

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Em 2012 mudamo-nos do Porto para Londres e foi sem dúvida a coisa certa. Não haviam bons empregos em Portugal e uma oferta de trabalho vinda de Londres foi o suficiente para não recusar e mergulhar numa aventura que viria a ser uma óptima experiência. Mas Londres não é para qualquer um, e definitivamente não é para nós. Somos Portugueses, estamos habituados a vitamina D, praia, e dias que valem mais que 24h. Há quem nunca queira sair de Londres, nós já estávamos prontos.

Houve a possibilidade de sermos transferidos de Londres para o Texas, pois a empresa do homem tem sede cá. Não foi uma decisão fácil, já que na Europa somos bombardeados todos os dias com notícias vindas da América, onde pessoas são mortas à mão armada ou “A matou Y no Texas”, não se pode é ignorar o facto de os Estados Unidos seremgigantes e o Texas ser enorme, na realidade é o segundo maior estado, portanto alguém ser morto no Texas é o mesmo que alguém ser morto em qualquer país do tamanho de metade da Europa. Lá decidi que sim, há que aproveitar enquanto somos novos e não é todos os dias que temos a oportunidade de mudar de país e ser a empresa a tratar e financiar. O processo foi demorado, (obrigado Trump!), já estavamos fartinhos de esperar! Não somos todos assim? Primeiro estamos naquela do vai-não-vai e quando queremos ir, queremos J-Á? Mas cá estamos e posso afirmar que tem vindo a valer a pena.

Para vocês que possam estar numa situação semelhante, não receiem o desconhecido! Não se mandem sem estudar, eu li e re-li sobre o assunto até estar 100% segura que vir para o Texas era aquilo que eu queria. O homem é do género “que se lixe, bora lá” enquanto que eu quase já sei mais sobre o Texas que os Texanos!

O Americanish vai servir para partilhar as minhas aventuras por estes sítios, para que vocês possam não só “viajar” pela América, mas da mesma forma viajarem pelas minhas receitas, que um dos meus hobbies é cozinhar, e comer… muito!

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