Apple Pie

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Estamos na época das tartes e sobremesas saídas do forno e qualquer dia mais fresco é o mote perfeito para cozinhar comida que, além de nos aquecer a alma, espalha um cheirinho super agradável por todos os cantos da casa.

Não foi num desses dias que fiz esta tarte, pois lambareira como sou, qualquer dia pode ser o dia perfeito para uma tarte de maçã (se não estiver na minha “dieta”) mas depois de ficarmos completamente fãs de uma das melhores tartes de maçã de sempre, a do HEB – um supermercado local, e com uma base de massa folhada por usar – que é coisa que nunca há cá por casa – decidi que ia fazer a minha versão e assim nasceu esta receita, desta vez sem ser inspirada em nenhum site, usando apenas os ingredientes e quantidades que para mim seriam os indicados e usando a melhor ferramenta na cozinha: o palato.

Tarte de maçã:

Ingredientes

  • 1 base de massa folhada (usei redonda)
  • 5 maçãs grandinhas (usem as que preferirem)
  • sumo de limão
  • açúcar amarelo
  • manteiga
  • canela
  • 2 c.sopa de farinha integral

Preparação:

  • Estender a massa folhada numa forma de fundo amovível.
  • Cortar as maçãs em fatias fininhas, espremer o sumo de um limão nas maçãs e reservar num recipiente.
  • Levar a manteiga, numa frigideira anti-anderente, ao lume e juntar a maçã.
  • Adicionar o açúcar amarelo e mexer (a quantidade de açúcar depende da vossa preferência).
  • Em lume brando, cozinhar as maçãs até que estas fiquem macias e se forme um molho na frigideira.
  • Juntar canela (quantidade que preferirem).
  • Dispor o preparado na massa folhada.

Para o topping:

  • Num recipiente juntar a farinha integral, a manteiga e o açúcar e amassar até estar tipo areia.
  • Colocar esta mistura por cima da tarte.
  • Levar ao forno a 180º até estar no ponto, cerca de 30min, pode variar.

 

Não medi quantidades de açúcar e manteiga pois o primeiro é dependente do que preferem e as vossas maçãs podem ser mais doces. Já a manteiga é só mesmo o necessário para que as maçãs não fiquem sem “molho”. É mais a vossa preferência, por isso estejam à vontade.

Não fosse eu ser uma pessoa orgulhosa do meu estilo de vida saudável e não é que ia já uma fatia destas.

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Texas Weather

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Na blogosfera, nesta altura, o que não falta são posts com sugestões para roupinhas da estação e gente a pedir a S.Pedro os dias frescos para as vestir. Pois parece que o senhor decidiu ir de férias e não vos tem ajudado muito nesse aspecto.

Eu entendo muito bem a necessidade dos dias frescos, do vestir roupa mais quente ou ficar no aconchego enquanto assistem à vossa série favorita. Mas se tenho saudades disso? Não! E o meu motivo é bastante válido: vivi 5 anos em Londres onde os dias são quase sempre cinzentos e de temperaturas perfeitas para vestir um guarda roupa inteiro das vossas malhinhas e parecerem uma bola.

Depois dessa dose, este clima do Texas é perfeito. A única desvantagem? Uma pessoa habitua-se aos 40º e depois qualquer baixa significativa é sentida como se estivessem uns 10º quando na realidade está bem mais calor do que num dia de verão em Londres – Verão, em Londres? não há lá verão nenhum!

Já perguntei, a quem é de cá, se algum dia está frio – daquele frio que pede uma boa camada de roupa – e o que me dizem é que no Texas há uns mesinhos com os dias frescos mas para já não posso dar a minha opinião.

Entretanto, vai-se usando uns topzinhos e sandálias, ganhando – e mantendo – uma corzinha de verão que nunca tive por mais de uns dias. É tão mais agradável que o Branca de Neve.

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Low Carb Cookie Dough bites

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Uma das minhas coisas preferidas, falando de gordices, é cookie dough, que se traduz massa de bolacha mas não soa tão bem. Não sei se é muito comum em Portugal mas já em Inglaterra era coisa normal e aqui nos States é o mesmo: gelados com cookie dough, spreads de cookie dough e muito mais.

Fazer cookie dough em versão normal, ou seja, cheia de açúcar e gordura é coisa fácil mas nadinha saudável. É que vai direitinho para a banha.

Neste post, falei-vos sobre a dieta ketogénica que estou a fazer. Ora bem, em keto é possível fazer cookie dough pois é uma dieta que consiste no consumo mais elevado de gordura e o açúcar é só substituir por stevia/erythritol. Assim sendo, pûs mãos à obra e decidi fazer a minha cookie dough keto:

Peanut Butter cookie dough bites:

Ingredientes

  • 200gr de farinha de amendoim
  • 4 c.sopa de manteiga
  • 2 c.sopa de erythritol
  • 2 quadrados de chocolate 90%

Preparação

  • Misturar a farinha de amendoim e o erythritol.
  • Derreter a manteiga e juntar na mistura anterior (podem precisar de mais manteiga).
  • Juntar o chocolate partido aos bocadinhos e mexer.
  • Fazer bolinhas, dispor num tabuleiro e levar ao congelador por 10min.
  • Meter as bolinhas em sacas ou tupperwares e guardar no frigorífico.

Esta receita dá para cerca de 20 bolinhas e cada uma com 0,6 net carbs, isto usando os meus ingredientes.

São óptimas para quando dá uma vontade de assaltar o frigorífico e são muito ricas, por isso ficam satisfeitos com pouco.

Aos fãs de cookie dough ou a quem nunca provou, deviam fazer esta receita fácil e simples e depois digam-me a vossa opinião. Só pode ser boa!

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Drivers License in Texas

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Para novos residentes no Texas, vindos de qualquer país que não Canada, França, Alemanha, Coreia do Sul ou Taiwan ou de outro estado ou território americano, é obrigatório tirar carta de condução. Mesmo para pessoas vindas destes países, estados ou território americano, a isenção do teste teórico ou prático só acontece se entregarem a carta de condução que possuem. Para os restantes, podem conduzir durante 90 dias com a carta de condução do sítio de onde vieram mas depois é preciso tirar uma nova.

Já estão a perceber o frete que é, certo? Uma pessoa chega a esta idade e é pôr-se a estudar o código da estrada do Texas! Ao menos conduz-se do lado direito da estrada e não à esquerda como em Inglaterra. É que fazer rotundas pela esquerda e olhar para o lado oposto ao que estamos habituados quando vamos atravessar a rua é um bocado m*, mas depois uma pessoa habitua-se, que remédio.

Porque tirar a carta de condução de novo não é algo que ninguém queira fazer, ao menos há umas pequenas “vantagens”:

  • só custa $25
  • não há cá escolas, estudas em casa e podes fazer download do livro
  • são 30 perguntas e podes errar 9

Parece bastante fácil, não é? Há sempre as questões básicas, senso comum, e depois há aquelas que ninguém (Europeu) faz a mínima pois metem inches, feet, miles. Estas métricas, haja paciência! Mas pronto, depois disto é só passar o exame de condução. E querem saber onde é que o fazem? No vosso carrinho! Ah pois é. E se reprovarem, só pagam os 25$ que pagaram no ínicio para lá ir outra vez.

É que nem doi reprovar, right? Podia ser assim em todos os países. Não só pelo aspecto prático mas também pelo valor, é que muitas famílias nem sempre podem pagar os valores ridículos que as escolas pedem.

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Low Carb Peanut Butter Pancakes – Keto


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Não faltam receitas de panquecas low carb por essa internet fora e eu, sendo uma enorme fã destas, decidi reunir várias e fazer a minha própria para conseguir o mais próximo de uma panqueca dita normal.

O site Try Keto With Me foi o eleito e, como queria fazer umas panquecas de manteiga de amendoim, foi preciso ajustar os ingredientes e as quantidades.

Panquecas de Manteiga de Amendoim:

Ingredientes

  • 100gr de ricotta
  • 4 c.sopa de farinha de amendoim
  • 2 ovos
  • 2 c.chá de fermento em pó
  • 10gr chocolate preto pq em bocadinhos
  • leite de amêndoa qb

Preparação:

  • Juntar o ricotta, farinha de amendoim, ovos e fermento num liquidificador.
  • Se necessário, adicionar leite de amêndoa. (massa não deve estar muito líquida)
  • Levar ao lume uma sertã anti-aderente, adicionar o chocolate por cima das panquecas e cozinhar.

Para topping grelhei 3 fatias de bacon e, depois de estar o papel absorvente, é só amassar com a mão e ficam com pedacinhos de bacon.

E como não podia regar de maple syrup, faz-se um bom molho de caramelo e uma manteiga de canela.

Os carbs? São apenas 7gr de net carbs e esta receita dá para 6 panquecas médias, o suficiente para duas pessoas.

Não só são boas em dieta ketogénica como em qualquer dieta (ou não dieta) que estejam a fazer, basta só ser mais cuidadoso nos toppings e podem fazer a vossa versão saudável.

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Best Low Carb Pizza – Keto

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Fazer pão ou replicar o que quer que seja semelhante a pão é das coisas mais difíceis de fazer em keto mas… não é impossível! E para quando dá aquela vontade de comer pizza que não só se pareça com uma mas, principalmente, seja quase como a verdadeira das pizzas mas low carb, há receitas destas.

Esta foi retirada do Ditch the carbs, um dos blogs obrigatórios e recomendados para receitas low carb.

Os ingredientes e quantidades foram ajustados para minha preferência.

Fat Head Pizza:

Ingredientes

  • 170gr de mozzarella ralado
  • 75gr de farinha de amêndoa
  • 2 c.sopa de queijo creme
  • 1 ovo
  • toppings preferidos

Preparação

  • Juntar o mozarella com a farinha de amêndoa e levar ao microondas durante 1min.
  • Envolver o queijo creme e levar ao microondas 30seg.
  • Juntar o ovo e mexer até se formar uma bola.
  • Entre duas folhas de papel vegetal, esticar as massa em forma circular.
  • Retirar a folha do topo e levar ao forno 10min.
  • Meter os ingredientes que desejar na pizza e levar ao forno.

Se acham que é impossível recriar pizza sem lhe juntar quantidades absurdas de carbs, então deviam ponderar experimentar esta. Mas vejam lá, não se esqueçam que se não estão a fazer uma dieta low carb, não abusem na gordura. Hidratos de carbono e gordura é banha garantida.

Esta pizza fica apenas e só com 15 net carbs, isto porque eu escolho os ingredientes com o mínimo possível de hidratos de carbono. E fica bem grandinha, suficiente para 2 pessoas. E nós comemos bem!

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So… I’m allergic to cats, but…

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Desde pequena tive animais de estimação.

Uns anos antes de irmos para Londres, resgatamos um gato, ao qual chamamos Patrão. Pois que este Patrão estava com um problema ao nível das bolinhas – nada de grave – estas teimavam em não aparecer. Entretanto fomos ao veterinário para uma consulta normal e este diz-nos que é uma gata! Ora bem, afinal é uma Patroa. Pessoas com gatos, não me venham dizer que é muito fácil ver se é gato ou gata, era o nosso primeiro e o senhor garantiu-me que era macho.

Já uns anos depois, no UK, visto que não podemos levar a Patroa (por muito que custe, ficou bem entregue) decidimos arranjar um gatinho para nos fazer companhia. Queríamos muito um maine coon e homem foi buscá-lo a Nottingham, a nada mais nada menos que 300km de casa. Vamos nós à consulta de rotina, e surprise surprise it’s a girl! Sim, outra vez! Que pontaria. Demos-lhe o nome de Arya – fãs de Game of Thrones irão entender.

Do nada, começo a desenvolver alergia à pequena Arya. Era olhos vermelhos, sempre a espirrar, comichão no nariz e, pior que isso, a minha garganta começava a ficar tapada de uma forma assustadora. Já respiraram e sentiram a vossa garganta a “chiar”? Era assim, ou seja, muito difícil respirar. Nem o zirtek me ajudava.

Não podendo estar numa situação destas, felizmente um casal amigo nosso queria muito um gato desta raça e estavam dispostos a ficar com ela. Mais uma vez lá ficamos sem gata. Não vale a pena dizer o quão difícil pode ser largar o nosso animal de estimação, de certeza que se têm animais de estimação vão entender.

Como isto foi coisa que em Portugal não me acontecia e só começou em Inglaterra, decidimos ver como seria com os gatos aqui, no Texas. Acalmem-se, não fomos buscar nenhum e arriscar. Pelo contrário, fomos a um canil/gatil e pedimos a uma voluntária para interagir com um gato. Estivemos quase 2h com o gato e demorei 15min a dar o primeiro espirro. Depois desse, perdi-lhes conta. Viemos embora conformados que não podemos ter gatos e eu passei o resto do dia (e o dia seguinte) congestionada e cheia de reações alérgicas.

Há pouco mais de um mês atrás, o homem mostra-me um site com gatos siberianos e diz-me que há pessoas que não desenvolvem alergias pois esta raça produz menos proteína fel d1 na saliva, que é aquilo que faz a maioria das pessoas ser alérgica.

Lá vamos nós a uma cidadezinha no sul do Texas, Lytle,  ver o gato (e as suas irmãs, mãe, e mais uns 1000 gatos) e passar lá um bocadinho a ver se é esta a minha salvação. Num ambiente daqueles, que parecia um jardim zoológico de gatos e que em circunstâncias normais já estaria a morrer, nem ponta de alergias! É mesmo, nadinha. Estivemos lá imensas horas, só para garantir que era mesmo possível – a senhora era uma simpatia – e lá o podemos trazer connosco.

Desde então, não tenho tido alergias tirando o típico espirro de vez em quando mas nada que se compare com o que eu passava, thank God.

Para vocês que estão a ler e possam ser alérgicos ou conhecer quem é alérgico, os gatos de raça siberiana podem ser a vossa solução às alergias.

E digam lá se não é um bonitão.

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Ketogenic Diet

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Devo dizer que prefiro não usar a palavra dieta mas é quase impossível. Há sempre uma conotação nesta palavra que a faz soar ‘mal’.

Mas vamos lá ao que interessa. É possível que não conhecam a dieta ketogénica pois, embora o seu crescimento significativo desde que a ouvi pela primeira vez, é uma coisa que não interessa a muita gente, principalmente à indústria dos carbs.

Pois, e o que é isto da dieta ketogénica – também conhecida por keto?

A dieta ketogénica é uma dieta onde o principal objectivo é manter os hidratos de carbono baixinhos (mesmo) e aumentar o consumo de gordura, sendo esta a fonte principal de energia. Mas estás bem? Dizem vocês. Consumir gordura, esse satanás da roda alimentar? Sim, estou bem e muitos cientistas já estudaram os princípios desta dieta e parece que a lenga lenga de que as gorduras são más para nós, vão entupir veias e dar-nos uma coisinha má é mesmo uma lenga lenga. E quando digo gordura, são gorduras boas e não processadas.

Não querendo dizer-vos que deviam evitar os hidratos de carbono, e muitos de vocês já os fazem, quero só explicar-vos o porquê de estes não serem assim tão bons. E sim, mesmo aquela quinoa, a batatinha doce, o pão de cereais e por aí fora. É certo que vos farão melhor que enfardar um pacote de bolachas, mas os efeitos a nível fisiológico vão ser idênticos – os carbs vão lentamente ser convertidos em açúcar e a insulina tratará do resto

Hidratos de carbono são TODOS processados da mesma forma quando entram no nosso organismo. Uns de absorção mais lenta (e por isso mesmo mais recomendados) outros de absorção rápida mas todos processados da mesma forma.

Quando comem um alimento rico em carbs, o vosso corpo produz glicose e insulina. Sendo a primeira a molécula mais fácil do nosso corpo escolher como fonte de energia, a segunda vai ser produzida para poder processar a glicose no fluxo sanguíneo e levá-la para o restante do nosso corpo. Uma vez que a glicose é a fonte primária de energia usada, a gordura é guardada (naqueles sítios que todos nós desejamos).

Numa dieta ketogénica, onde a presença de carbs é super baixa, o corpo entra num estado chamado de ketosis. Quando em ketosis, ketones são produzidos através da decomposição de gorduras no fígado. Este é o princípio do Keto: manter o nosso corpo neste estado e usar os ketones como fonte primária de energia.

Eu podia dar-vos mil e uma razões pelas quais fazer esta dieta ajuda, não só, o reduzir peso mas o mais importante é o bem que faz a pessoas com diabetes ou pré diabéticas. Como não há hidratos de carbono, o corpo não precisa de produzir insulina e assim sendo, não há picos desta que normalmente haveria assim que uma migalha de pão vos entra no corpo.

Eu sei que devem estar de boca aberta e provavelmente no grupo do “Meu Deus, não consigo viver sem carbs“. Se quiserem, conseguem. Eu não faço desta dieta o meu estilo de vida porque não sinto necessidade de. Faço sim de vez em quando, durante um certo periodo de tempo, porque sinto que estou farta de carbs e os benefícios de os eliminar são muitos. E se lerem sobre os estudos relativos a esta dieta, vão estar de acordo. O problema é que todos aprendemos, desde pequeninos, que gordura é mau, que a frutinha é boa (e cheia de carbs). E português que é português quer é um prato de massa e uns moletes em cima da mesa que isso é que dá energia. Not really.

E podia-me prolongar neste assunto todo ele uma campanha de marketing, que são os produtos light como becel, a santa padroeira do colesterol. E estes produtos são recomendados por médicos! É preciso muito para perceber que se é light, é mais processado e vai conter um número maior de carbs? Que vos adianta, senhores e senhoras cortar na porção de arrozinho e depois encher o cesto do supermercado com tudo o que é light? Mas a culpa não é vossa. Dá mais jeito se consumirmos carbs. São mais fáceis de produzir em grande escala e, por isso, mais baratos.

Quero só deixar claro que este post é sobre a dieta ketogénica e eu escolho fazê-la porque quero. Não vos estou a vender a cura para o cancro ou para a barriguinha lisa mas sim a informar sobre o que é esta dieta de forma a que entendam o que são gorduras (naturais) e hidratos de carbono e que efeitos estes podem ter no nosso organismo.

E sim, também sou a favor de uma dieta equilibrada, que é a que costumo fazer. Essa já conhecem, não é preciso um post.

Independentemente da dieta que escolhem fazer, lembrem-se só que é tudo uma questão de calorias, ou seja, não comam mais que aquilo que gastam.

Os que conseguiram ler e chegar até aqui, parabéns por não terem fechado a janela assim que disse que comer gordura é bom. Para vocês, mais intrigados e interessados nesta dieta, deixo-vos alguns links de estudos que eu recomendo.

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Working in the USA


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Quando decidimos vir para o Texas, eu viria num L2 visa – spouse of an L1. Neste visa, para poder trabalhar, é preciso preencher alguma papelada e enviá-la para o U.S. Citizenship and Immigration Services. Além da papelada necessária para a vossa EAD – Employment Authorization Document, precisam enviar um cheque de $410. Ah pois é, não só pedes para trabalhar como pagas.

Como pessoa organizada que sou, já tinha lido muitos fórums e blogs de pessoas neste visa de forma a organizar o que fosse precisar.

Uma vez que o nosso visa demorou mais que o previsto e fomos passar uma temporada a Portugal antes de embarcar nesta viagem, aproveitei para pedir papéis, como por exemplo certidões, traduzidos e carimbados (e baratinhos) pois mais vale a mais que a menos e nesses blogs que ia lendo, havia quem enviasse só o necessário mas também havia quem enviasse tudo e mais alguma coisa. Eu prefiro o seguro, não vá ser preciso um documento e eu estar a 10h de avião de Portugal ou a muitos dias de envio pelo correio e ser desviado pelo caminho!

Chegámos cá e passados 15 dias já tinha tudo pronto e enviado, no dia seguinte recebi notificação por email de que tinham recebido e estava a ser processado. Este processo demora, em média, 90 dias. Sim, isso mesmo. Mas eu sabia disso e portanto só tinha era que ser paciente e esperar. Todos os dias ia verificar o estado do processo online na esperança que o meu fosse mais rápido que o normal. É que mesmo estando em casa e ter muitas mais regalias que no UK como o sol e piscina, uma pessoa quer é trabalhar. Sou só eu que sou assim?

Pois que hoje, lá vou eu verificar o estado online e a mensagem no ecrã é de que o cartão está a ser processado e o vão enviar. Ou seja, o meu processo foi aprovado e já posso arranjar emprego! OMG! Não imaginam o feliz que estou! Eu, que sou assim a maior fã de dormir, já só quero aquelas rotinas do levantar e ir trabalhar. Isto é tudo muito bom e saudável, principalmente quando o fazemos com vontade. E isso não me falta.

Para resumir, o meu processo demorou 83 dias e tive a sorte de não pedirem mais documentos pois quando o fazem, a contagem volta ao ínicio. Não só isso como vos podem chamar para um Biometric Service Appointment onde retiram impressões digitais.

Neste link podem ler mais sobre o que é necessário neste processo.

Agora vou só ali ao Google pesquisar empregos e mandar CV’s.

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First time I shot a gun


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É inevitável. Para nós, Europeus, armas são coisas de filme e pensar nelas na vida real é deveras assustador. Como já disse neste post, as armas eram um dos motivos pelo qual demorei na decisão de vir para o Texas. A possibilidade de andar na rua e me encontrar numa situação das que vemos nos filmes não era muito apelativa mas também era só isso: o que vemos nos filmes. Na realidade, só vi a primeira arma quando me dirigi a uma loja que vende esse tipo de coisas. Não é como os media impingem. Ninguém anda a passear a sua arma à cinta, até porque a entrada nos estabelecimentos é proibida.

Só depois de estar cá é que vemos o quão diferente isto é, e por muito que eu vos diga que é assim, é normal que não estejam 100% seguros disso. É verdade que sendo legais, pode haver sempre o caso do miúdo que se passou e foi matar pessoas à escola, mas também é verdade que não são legais em Portugal e há homicídios à mesma. Ou Inglaterra, onde esfaqueamentos é “o prato do dia”. Não é por eu estar num sítio onde as armas são legais que me vão matar mais depressa.

Para que fique claro, não acho que é meu dever criticar leis mas sim adaptar-me ao sítio onde estou pois fui eu que decidi vir para um país em que armas são legais.

Posto isto, uma das coisas favoritas dos Texanos é ir para o campo de tiro e usar as suas relíquias. O homem já havia disparado quando cá esteve o ano passado mas para mim seria a primeira vez. Como é óbvio, não temos armas. Há campos de tiro em que podem alugá-las mas com quem fomos, texano, até pude escolher qual queria usar. Não percebo nada do assunto, mas escolhemos a maior.

Assim que estacionamos, o som era não só ensurdecedor como assustador e não ficou melhor caminhando para dentro do recinto. Era a primeira vez que estava a ouvir armas serem disparadas à minha frente e o meu coração estava em alta. Saltava de susto cada vez que disparavam.

Após uma explicação de como funciona e como deveria usar a arma, pûs-me em posição apontando para o alvo. Pulsação a mil, lá disparo. Fechei os olhos assim que pressionei e levantei-me ainda a tremer por dentro. Não é, mais uma vez, como nos filmes.

A verdade é que fica mais fácil e o meu primeiro tiro foi o melhor, dizem que é da adrenalina.

É interessante olhar para o alvo e ver quão boa ou não é a tua pontaria. Nós estávamos a uma distância de 45metros pois a arma que usamos é de maior alcance que as pistolas normais e, por isso mesmo, as balas bem maiores.

E isto é uma das maneiras que os americanos escolhem para passar tempo livre. É quase como um desporto: levas o teu instrumento e praticas. Eu prefiro as mundanas mas pelo menos já fiz uma das coisas que a maioria de nós não faz nunca na vida e posso dizer que foi agradável.

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