So… I’m allergic to cats, but…

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Desde pequena tive animais de estimação.

Uns anos antes de irmos para Londres, resgatamos um gato, ao qual chamamos Patrão. Pois que este Patrão estava com um problema ao nível das bolinhas – nada de grave – estas teimavam em não aparecer. Entretanto fomos ao veterinário para uma consulta normal e este diz-nos que é uma gata! Ora bem, afinal é uma Patroa. Pessoas com gatos, não me venham dizer que é muito fácil ver se é gato ou gata, era o nosso primeiro e o senhor garantiu-me que era macho.

Já uns anos depois, no UK, visto que não podemos levar a Patroa (por muito que custe, ficou bem entregue) decidimos arranjar um gatinho para nos fazer companhia. Queríamos muito um maine coon e homem foi buscá-lo a Nottingham, a nada mais nada menos que 300km de casa. Vamos nós à consulta de rotina, e surprise surprise it’s a girl! Sim, outra vez! Que pontaria. Demos-lhe o nome de Arya – fãs de Game of Thrones irão entender.

Do nada, começo a desenvolver alergia à pequena Arya. Era olhos vermelhos, sempre a espirrar, comichão no nariz e, pior que isso, a minha garganta começava a ficar tapada de uma forma assustadora. Já respiraram e sentiram a vossa garganta a “chiar”? Era assim, ou seja, muito difícil respirar. Nem o zirtek me ajudava.

Não podendo estar numa situação destas, felizmente um casal amigo nosso queria muito um gato desta raça e estavam dispostos a ficar com ela. Mais uma vez lá ficamos sem gata. Não vale a pena dizer o quão difícil pode ser largar o nosso animal de estimação, de certeza que se têm animais de estimação vão entender.

Como isto foi coisa que em Portugal não me acontecia e só começou em Inglaterra, decidimos ver como seria com os gatos aqui, no Texas. Acalmem-se, não fomos buscar nenhum e arriscar. Pelo contrário, fomos a um canil/gatil e pedimos a uma voluntária para interagir com um gato. Estivemos quase 2h com o gato e demorei 15min a dar o primeiro espirro. Depois desse, perdi-lhes conta. Viemos embora conformados que não podemos ter gatos e eu passei o resto do dia (e o dia seguinte) congestionada e cheia de reações alérgicas.

Há pouco mais de um mês atrás, o homem mostra-me um site com gatos siberianos e diz-me que há pessoas que não desenvolvem alergias pois esta raça produz menos proteína fel d1 na saliva, que é aquilo que faz a maioria das pessoas ser alérgica.

Lá vamos nós a uma cidadezinha no sul do Texas, Lytle,  ver o gato (e as suas irmãs, mãe, e mais uns 1000 gatos) e passar lá um bocadinho a ver se é esta a minha salvação. Num ambiente daqueles, que parecia um jardim zoológico de gatos e que em circunstâncias normais já estaria a morrer, nem ponta de alergias! É mesmo, nadinha. Estivemos lá imensas horas, só para garantir que era mesmo possível – a senhora era uma simpatia – e lá o podemos trazer connosco.

Desde então, não tenho tido alergias tirando o típico espirro de vez em quando mas nada que se compare com o que eu passava, thank God.

Para vocês que estão a ler e possam ser alérgicos ou conhecer quem é alérgico, os gatos de raça siberiana podem ser a vossa solução às alergias.

E digam lá se não é um bonitão.

5 Comments

  1. Não fazia ideia, Alexandra! Achei que os gatos adequados para os alérgicos eram o Sphinx (não são tão feios ao vivo, são mesmo fofos!).
    Eu sou muito alérgica a gatos, mas sou mais pessoa dos cães 🙂 Mas o teu bichano é muito, muito bonito! <3 tem um ar tão sereno!

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