Trip to Seattle – day 2

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No segundo dia levantamo-nos já um bocadinho tarde – estávamos mesmo a precisar de umas horas de sono – e o sítio para almoçar estava decidido desde o dia anterior: Zengh Café.

Apanhamos um autocarro em West Seattle e uns 30min depois estávamos sentados neste mini restaurante a provar os delicioso steamed buns e uns beef noodles com vista para a famosa Space Needle. O must deste sítio e aquilo que queríamos provar mesmo eram os custard buns – uma versão doce dos tradicionais steamed buns com um recheio tipo creme de ovos, delicioso – mas o resto do que pedimos era igualmente óptimo e ainda nós recomendaram sítios a visitar por Seattle.

Já que estávamos a uns passinhos da Space Needle, aproveitamos para comprar o city pass e verificar se iria dar para subir lá cima, já que no site dizia que iam estar fechados durante uns dias para remodelações mas que algumas zonas estariam acessíveis. A senhora no balcão confirmou que estavam fechados mas iam abrir na sexta, ou seja, ainda lá poderíamos ir!

O City Pass é um passe que vos dá entrada para a Space Needle (no dia 4 subimos e há fotos), Seattle Aquarium (fotos e etc dia 3), Argosy Cruises Harbor Tour (para fotos e etc, voltem no dia 3), Museum of Pop Culture (dia 4) ou Woodland Park Zoo e Chihuly Garden and Glass ou Pacific Science Center.

São $79 e, se pretenderem visitar estes sítios, sugiro que o adquiram.

A maioria destes sítios é na mesma zona. Sendo que a Space Needle é a dois passos do Chihuly Garden and Glass, decidimos visitar este museu onde podem ver as obras de Dale Chihuly. Os detalhes e as cores são espectaculares e tudo é feito em vidro. Não vou escrever muito sobre este sítio mas sim deixar-vos com estas fotos para poderem perceber o que digo.

De seguida lá fomos para uma – mais uma – longa caminhada. Somos só nós ou vocês também preferem, em city breaks, optar por andar enquanto descobrem o que a cidade oferece em vez de se meterem nos transportes? Só usamos autocarro umas duas vezes e o comboio para ir e vir do aeroporto.

Entretanto, paramos nas novas cúpulas da Amazon, não podendo entrar – é só para empregados – deu para ver o interior que é, nada mais nada menos, o género de uma floresta tropical.

Estava a dar aquela vontade de parar num sítio quentinho para uma bebida ainda mais quentinha e descansar um bocado quando vimos o sítio perfeito: Macrina Bakery. Pedimos uns cappuccinos e duas lambarices que entretanto já estávamos a precisar de repor os açúcares – ou não e sou só eu a ser lambareira. Deliciamo-nos, nas calmas, enquanto escurecia lá fora e se ganhava vontade para mais uma caminhada.

Já tínhamos escolhido onde jantar por isso a próxima paragem seria na Bottlehouse. Era um dos sítios mais recomendados para tapas e era o tipo de comida que nos apetecia, assim mais levezinho e num ambiente muito descontraído.

Este “restaurante” é mesmo uma casa – daquelas típicas americanas – e é numa rua bem calminha. Lá dentro o ambiente não podia ser mais relaxado. Luz super baixa, maioritariamente vinda das velas, mesas altas e garrafas por todo o lado. O menu é muito simples e o mais importante: há pão.. quente. Baguete, queijos que são escolhidos consoante o vinho que estão a beber ou as vossas preferências, carnes curadas, pratos leves e algumas sobremesas. As empregadas são bastante simpáticas e conhecedoras do menu e dos vinhos, e dizem-vos de onde vêm os produtos que estão a consumir. Foi um serão muito agradável e voltava já!

Já vos disse que as sobremesas são o meu prato preferido, right? E por isso, não podíamos ir embora sem sobremesa. Mas esta foi noutro sítio – daqueles que se encontram quando caminham. Vimos uma janelinha que dizia Molly Moon’s homemade ice cream e tivemos que ir ver melhor – que é como quem diz pedir 3 sabores porque escolher é difícil e uma pessoa não quer ter essa tarefa árdua. Ainda bem que decidimos parar por lá pois o raio do gelado era óptimo.

Daqui, quase a rebolar, fomos para a “nossa” rica casinha, aproveitar a lareira que faz frio lá fora e em San Antonio não há nada disso.

Voltem para o resto da viagem por Seattle!

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Trip to Seattle – day 1


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No Inverno temos sempre tendência a fazer uma city break e, em anos anteriores, visitamos Praga, Amesterdão e Paris. No entanto, agora que estamos deste lado do globo, faz todo o sentido explorar estes lados e assim decidimos a nossa primeira viagem dentro dos Estados Unidos: Seattle.

Embarcamos de manhãzinha, 6h30, e chegamos eram quase 9h – em Seattle são menos 2h que no Texas – numa viagem que durou cerca de 4h.

Assim que chegamos, decidimos apanhar o comboio e ir em direcção ao Pike Place Market, uma das paragens obrigatórias para quem visita Seattle. Saímos em Pioneer Square, o distrito histórico da cidade e caminhamos pelas ruas cheias de lojinhas interessantes e sítios para se parar e beber um café – e aquecer, que faz frio lá fora. O bilhete custou $3 e a viagem são cerca de 20min.

Uma das coisas que reparamos imediatamente foi a quantidade de subidas inclinadas e a abundância de verde. Em San Antonio é raríssimo haver uma subida e as cores são mais acastanhadas. O feeling em Seattle é o que se sente ao visitar qualquer cidade cosmopolita onde a presença de sky high edifícios é obrigatória e há aquele frenesim na rua – mas não sendo o caos de Londres, por exemplo.

No Pike Place Market podemos ver os famosos balcões de peixe, vindos directamente do mar lá atrás do mercado – águas do pacífico – lojas de antiguidades, comics, frutas, padaria e etc. Tudo a berrar fresco e cheio de cor.

Também, nesta zona, se encontra o Starbucks mais antigo do mundo. Aberto desde 1971, na rua do Pike Place, é também conhecido por ‘Original Starbucks‘ e é impossível passar despercebido já que grupinhos de pessoas se juntam cá fora e tiram fotografias – nós fizemos o mesmo ahahhahah.

Num becozinho, ainda no Pike Place Market, encontra-se a Gum Wall que é, nada mais nada menos, paredes cobertas de pastilhas elásticas. Quem é que achou que isto seria boa ideia? Não sei, mas é mais uma paragem obrigatória.

O almoço foi naquele que viria a ser o meu novo vício, Ramen. Apanhamos um autocarro em direcção a Capitol Hill e em 20min estavamos no Ramen Danbo. Há lá melhor coisa que uma taça de noodles num broth delicioso para aquecer? Maravilha. O atendimento foi óptimo e bastante claro no que diz respeito às opções e ao recomendado.

A seguir fomos a uma loja de cannabis – legal em Seattle. Se já visitaram Amesterdão e conhecem o tipo de lojas que estou a falar, esqueçam pois por estes lados essas mesmas lojas são todas lindas e dignas de revista. Pedem ID ao entrar e depois não só podem ver os produtos disponíveis – desde o típico para fumar a produtos medicinais como cremes, batons ou mesmo chocolates e bebidas – e podem, ainda, ver as plantas a serem tratadas nos laboratórios e o processo de evolução. O atendimento é 5 estrelas e é agradável ver que certos sítios já estão suficientemente desenvolvidos para entender que cannabis não é cocaína. E isto é a opinião de uma não consumidora.


Daqui fomos para o nosso rico Airbnb, em West Seattle. É uma zona bastante mais calma que o centro e ficamos rendidos às fotos quando andávamos à procura de sítio para ficar.

Já cansados e sem muita vontade para voltar para o centro da cidade, decidimos procurar o que jantar na zona. E porque pizza napoletana soa sempre bem, o jantar foi no restaurante Mioposto. Eu fiquei fã assim que li que o pão que serviam era levedado durante horas portanto pedimos isso, duas pizzas e umas das melhores sobremesas que já provamos: Apple crostata. Massa de pizza recheada de maçã com canela e açúcar, molho de caramelo e uma bola de gelado de baunilha super suave. Disto não há fotos que a gulodice era enorme!

De volta à nossa “casinha”, nada melhor que ligar a lareira e ver umas séries que amanhã é o dia 2 e a noite anterior dormimos 2h.

Fiquem por aí para o resto da viagem!

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Buying medicines in the US

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Já vos falei sobre a minha ida ao dentista no post anterior  – podem ver aqui – e, como seria de esperar, foi-me receitado Ibuprofeno para tomar se tivesse dores e um antibiótico. Nunca eu pensei que ir à farmácia pudesse ser um desafio.

Na minha ideia, dava-lhes a receita, pagava e bye-bye. Não. Há um processo todo em volta disto que só me faz rir do quão difícil é o estar a lidar com um sistema de saúde deste género.

Passo a explicar: uma pessoa vai à farmácia, leva a receita e dizem-vos para voltar dali a uns minutos enquanto “preparam” o medicamento. Para o Ibuprofeno foi um drama pois o dentista passou a receita nos meus apelidos e então a mulher da farmácia estava super reticente em me dar a porra do Ibuprofeno 600mg quando eu podia comprar 3 caixas de Ibuprofeno 200mg das prateleiras do supermercado. E quando vais buscar, tratam-te como se Ibuprofeno fosse droga e tu um viciado. “Já tomaste disto antes?” São 600mg de Ibuprofeno, não cocaína! Paguei $1,45.

As farmácias oferecem opções diferentes para levantar uma receita e os preços variam dependendo da seguradora, da própria farmácia e, obviamente, se têm seguro ou não. Foi engraçado quando, em conversa com uns colegas, nos disseram que por vezes a opção mais barata é sem seguro.

E um exemplo disto foi quando fomos comprar o antibiótico. Os novos cartões do seguro ainda não tinham chegado portanto já eu estava pronta para me levarem à falência quando o senhor na farmácia nos diz que são apenas $8,99 e que estamos com sorte por este ser “um medicamento barato“.

As embalagens de ambos são aqueles frasquinhos que vemos nos filmes, não caixas como estamos habituados e so metem a quantidade que o médico receitou, nem mais um. Não vá uma pessoa fazer sobredosagem e matar-se.

O que registo deste episódio é mesmo o que já é de esperar de um sistema de saúde privado: tudo feito em prol do negócio.

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I’ve tried the US health system

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Já todos nós passamos pela dolorosa experiência de ter uma dor de dentes – se nunca tiveram uma, sintam-se abençoados. Já não tinha uma há anos e, digamos, não tinha saudades nenhumas mas eis que os deuses dos dentinhos se viraram contra mim e mandaram vir uma daquelas que não desejo a ninguém. Passei a noite a dormir uns 5min de cada vez que aquilo parecia apaziguar e, de manhã, decidi que tinha – mesmo – que ir ao dentista pois viria o final de semana e feriado e se a dor continuasse não havia ninguém que pudesse ajudar.

Fui ao website do seguro de saúde, pesquisei por dentistas e tentei escolher um que tivesse boas reviews que nisto de médicos sou picuinhas. Liguei para alguns, sem disponibilidade, até que consegui que me atendessem no mesmo dia.

Saí de casa e lá fui eu. Preenchi mil papéis, por ser nova paciente, e fui chamada. A assistente do dentista tirou-me mil e um raio x com instrumentos nunca usados no dentista em Portugal ou Londres, e entretanto o dentista veio mostrá-los e fazer uma avaliação dos mesmos. Pois que os 4 dentes que desvitalizei em Portugal, quando ainda era uma adolescente, foram TODOS mal desvitalizados. Eu já sabia que um deles tinha sido mal feito quando, por causa de uma dor de dentes em Londres, me tive que dirigir a um dentista – português, quando possível opto pelos nosso profissionais de saúde que, regra geral, são decentes (a minha dentista original já estou a ver que não) – e ele me mostrou como aquele dente não foi completamente desvitalizado.

O senhor dentista diz-me que podemos tratar 2 cavidades e fazer uma limpeza mas que os dentes que foram mal desvitalizados teriam que ser vistos por um endodôntico. A senhora vem explicar os valores do tratamento das cavidades e limpeza e, ao olhar para a lista enorme que ela tinha na mão, já me estava a doer na alma. O que teria que pagar, se quisesse prosseguir, seriam 263 dollars. Uffa! – pensei eu – not so bad. Quando vejo o detalhado, o seguro pagou 580 dollars e, leiam bem, se não tivesse seguro, pagaria 2800 dollars!

Quanto aos dentes que não foram bem desvitalizados, esses vão ser pagos a ouro, quase de certeza. Estou para ver que valores me oferecem e quanto o seguro paga.

O serviço, posso-vos dizer que foi óptimo, não só me deram uma boa dose de anestesia – no UK nunca deram – até me mediram a pulsação antes de começar. O médico ainda disse que, se sentisse dor num dos dentes que ele arranjou, para voltar no mesmo dia pois queria garantir que não passava o fim-de-semana e feriado com dores.

E foi esta a minha primeira experiência no dentista nos States. Se estão curiosos pelo próximos capítulos, fiquem por aí que a seguir vem o endodôntico.

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The weirdest interview ever


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Já vos tinha dito que me candidatei a dois bancos e falei-vos da primeira entrevista. Deste segundo banco não ouvi nem coisas boas nem coisas más, mas, no geral, as pessoas diziam que era um sítio agradável de trabalhar.

Lá vou eu à entrevista, esta que viria a ser a mais estranha da minha vida.

O sítio: digamos que não era o mais indicado e, depois de comentar com o homem que o interior do banco tinha muito mau aspecto, este ao falar com pessoas no trabalho dele, confirma que o sítio onde o banco se encontra é um grande DON’T GO THERE. Pessoas, não se assustem, eu sobrevivi! Aparentemente, o banco está numa zona onde há vários gangues e problemas com frequência portanto é mesmo evitar.

As pessoas: tinham aspecto muito descuidado – uma maneira fofinha de dizer que cheiravam mal – e quase não se falava inglês pois a maioria da comunidade daquele sítio fala espanhol – disse o manager na entrevista.

Os empregados: cada um mais estranho que o seguinte. Desde os looks – calças de ganga, casaco de cabedal e botas até ao joelho – à menina que sai de trás do balcão de chinelo de dedo.

A entrevista: o manager daquela branch, a senhora do casaco de cabedal e uma outra pelo telefone, fizeram-me a entrevista durante cerca de 1h – quando eu já havia esperado 1h para ser entrevistada. Eu parecia a única pessoa civilizada no meio daquela selva. O escritório estava a meter nojo, a senhora do casaco de cabedal não largava a sua caneca de água – do tamanho da bebida maior do McDonald’s – e o sr.manager ia pegando no seu telemóvel, interrompendo o processo de entrevista.

Saí de lá naquela do “nem que me paguem valores astronómicos eu vou trabalhar num sítio destes”.

Desde o início que faltou muita profissionalidade por parte dos entrevistadores e a localização do banco.. já sabem!

Engraçado é que não não fui seleccionada para Teller neste banco, mas foi-me oferecida a posição de Lead Teller no banco que vos falei neste post, bem mais conceituado.

Há uns dias recebi email dos recrutadores a pedir para me candidatar novamente, sure. Valeu pela experiência e serviu para rir um bocadinho. Espero que não seja um problema deste banco mas sim daquele sítio em particular.

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Got a job!

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Estas semanas têm sido bastante preenchidas e tudo por boas razões: já estou empregada! Após várias candidaturas e entrevistas, tive a sorte de poder escolher entre duas ofertas e, sem muito para ponderar – explico-vos melhor o processo das entrevistas e as ofertas noutro post – escolhi iniciar-me no mundo do IT e fazer uma carreira nesta área tão vasta e que oferece tanto.

Para vos situar mais ou menos no que tem sido a minha carreira profissional, eu trabalhava num banco e era isso que estava inclinada para fazer cá portanto a minha procura focou-se nessa área e depois fiz umas candidaturas mais aleatórias pois o que eu queria mesmo era trabalhar. Tentei vários bancos, fui seleccionada, fiz entrevistas e fiquei com o trabalho.. até que uma empresa na área do IT para a qual eu tinha feito uma entrevista me ligou com uma oferta bastante mais agradável, a qual eu aceitei de imediato.

Vim só escrever num instantinho para vos dar esta novidade e depois, num post bem mais informativo, digo-vos como foram as entrevistas – o ridículo e o positivo – e como dedici entre as ofertas.

Não imaginam como já ressacava e-m-p-r-e-g-o! E ainda há quem não queira fazer nada.

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Thanksgiving

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Hoje celebra-se o dia de Acção de Graças nos EUA. É a primeira vez que vivemos esta experiência e, ainda que não signifique nada para nós, é sempre engraçado ver como as pessoas festejam este dia – milhões de vezes representado nos filmes americanos.

Os supermercados enchem-se de tartes de abóbora, batata doce e.. gente, muita gente! Há quem aproveita e tire férias, portanto pode-se esperar, também, mais trânsito.

É provável que imaginem este dia como sendo frio e as pessoas vestidas com várias peças de roupas. Not in Texas! A temperatura está bastante agradável e, mesmo que estas tradições sejam mais viradas para dias frios, qualquer dia é um bom dia para encher a pança de coisas boas, não é?

Happy Thanksgiving! – já me disseram isto praí umas 1000xs.

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Downtown: The Alamo & The Riverwalk

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Visitar o Alamo e passear pela Riverwalk é daquelas coisas obrigatórias a fazer em San Antonio.

O Alamo, um antigo forte e agora museu, foi fundado no século XVIII por espanhóis que tinham como objectivo catequizar os indígenas mas depressa se tornou propriedade do México. O conflito entre os Estados Unidos e o México iniciou-se com o ataque por parte do general Antonio López de Santa Anna ao forte, matando todos os texanos que se encontravam a defender. Em forma de vingança, os texanos atacaram mexicanos e saíram vitoriosos pondo, assim, fim à Revolução do Texas, em 1836. (ler mais neste link)

A entrada é gratuita e podem aprender mais um bocado sobre a história do Texas.

A Riverwalk, como o nome indica, é uma zona onde podem, não só, passear lado-a-lado com o rio, seja a pé ou de barco enquanto passam por diversos restaurantes, bares e até mesmo um shopping que vos dá acesso directo ao rio. Este é o sítio onde as vistas, sons e sabores do Wild West, Native America e Old Mexico se conjugam no meio de uma cidade moderna.


Downtown está cheia de sítios óptimos para explorar, seja museus, parques ou restaurantes e um dos nossos sítios preferidos, o Pearl.

E o que é o Pearl? Acompanhem os meus próximos posts onde vos darei a conhecer este sítio.

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Visiting Houston – Day 2

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Já havia lido em alguns websites que, em média, a visita à NASA demora 5h. Pois é, esse tempo todo. Assim sendo, saímos para tomar o pequeno almoço, que uma pessoa precisa de energia para um dia no espaço, e fomos ao nosso querido Snooze.

Este é um sítio para pequenos almoços, brunch ou almoços ligeiros, visto que fecha cedo, e a especialidade são as panquecas. Nós já lá fomos tantas vezes que optamos sempre pelo mesmo: chilli verde eggs benedict, que são dois ovos escalfados por cima de uma base de tortilhas e pulled pork e cobertos de hollandaise. São servidos com uma óptima hash brown e salsa, uma mistura de tomate, pimentos e cebola. Nunca falha! Pedimos ainda umas panquecas de abóbora, não fosse esta ser a época delas!

De barriguinha cheia, lá fomos em direcção à NASA. Para quem vai de carro, podem estacionar no parque por $5 e estão a uns passos da porta.

Já tínhamos marcado pelo site a que horas queriamos fazer duas das tours que eram recomendadas, por isso, assim que chegamos, dirigimo-nos para a fila da tram tour e, uns minutos depois, lá nos sentamos e começamos a viagem.

A primeira paragem foi Mission Control Center. Foi desta sala que as missões Apollo e Gemini foram controladas. É inacreditável como se mantêm tudo o que era original da época e é um prazer ouvir o senhor explicar como foram feitos os cálculos, pois não haviam calculadoras, para que esta missão fosse um sucesso.

On July 20, 1969, Neil Armstrong’s famous words were forever ingrained in history: “Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed.”

De seguida dirigimo-nos para Space Vehicle Mockup Facility, onde engenheiros e cientistas trabalham na produção de protótipos e robots e astronautas treinam para missões no espaço. É possível ver, de um andar acima, protótipos de partes da International Space Station e ainda da cápsula Orion – esta nave espacial vai ter um papel importante nas viagens para o espaço profundo e principalmente Marte. É a Orion que vai levar astronautas para territórios no sistema solar nunca antes explorados por missoes tripuladas. É aqui que, basicamente, podem ver o futuro ser construído.. e é brutal!

A última paragem foi para ver de perto o Mercury Redstone, o primeiro veículo nos Estados Unidos a transportar pessoas para o espaço e, mais importante ainda, o famoso Saturn V que foi construído pelo NASA com o propósito de levar pessoas para a Lua.


Saturn V mede 111 metros, pesa o equivalente a um edifício de 36 andares e, quando cheio de combustível para descolar, pesa o mesmo que 400 elefantes e foi o mais potente foguetão a voar com sucesso.

Quando entramos dentro de uma espécie de armazém onde Saturn V está “guardado” quase nos cai o queixo. É realmente brilhante quando imaginamos uma coisa daquelas levar humanos à Lua. Não só o tamanho do foguetão é imenso como os génios por detrás da tecnologia.

Depois da tram tour, fomos explorar o Space Centre onde podem encontrar peças que estiveram em missões, fatos de astronauta, entrar dentro do Sky Lab – um mockup da primeira estação espacial Americana e assistir a várias demonstrações, por exemplo, como é viver no espaço. São mais umas horinhas a explorar o universo mas que valem a pena!



Para finalizar, fomos visitar uma réplica do vaivém espacial Independence, construído no topo do vaivém original NASA 905 e explorar o avião que é, digamos, gigante.

O preço do bilhete são $29 e estas tours estão incluídas portanto não há motivos para não as fazer.

Ainda tivemos tempo para nos divertir num simulador em que o homem pilotava e eu matava os atacantes enquanto nos viravam de pernas para o ar dentro do que seria o interior de um vaivém.

A média das 5h estava certa – foi mais ou menos o que demoramos. Viemos embora felizes da vida, afinal não é todos os dias que se visita o espaço, pelo menos de uma maneira tão autêntica – ahahahahahha.

Para acompanhar as minhas aventuras pela América e mais fotos, sigam o Instagram!

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Visiting Houston – Day 1

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Aproveitando umas mini férias, decidimos ir dar um saltinho a Houston com o intuito de visitar o famoso NASA Space Center e, já que estaríamos nesta cidade pela primeira vez, aproveitar para explorar downtown e parar em alguns dos sítios recomendados pelo site Thrillist.

De San Antonio a Houston são cerca de 3h de carro, portanto saímos ainda de manhã em direcção à primeira paragem: JP Morgan Tower. Eu, que sou uma medricas no que toca a alturas lá me fui preparando para subir os 60 andares e observar a cidade de lá de cima, no sky observatory. É que esta menina, quando se decidiu fazer mulher e subir a Torre Eiffel, nunca pensou que fosse ficar parada, num elevador de vidro, no meio do raio da torre com vistas nada privilegiadas – para mim – para a cidade! Quantas vezes sobem e descem aqueles elevadores e quantas vezes pararam a meio? Pois, não sei mas digo-vos que para quem, como eu, não se sente nada confortável nas alturas, foi assustador. Mas voltando a Houston, não é que chegamos lá e, eu já prontinha para deixar o medo e subir os 130m, o observatório está fechado ao público? Segundo algumas pessoas, fecharam-no devido a estragos provocados por visitantes. É o problema de oferecerem estas coisas de forma gratuita. Se calhar, se fosse preciso pagar para subir, ainda estaria aberto.

Ficamos um bocadinho desiludidos e bora lá afogar as mágoas na comida. Haviam uns sítios engraçados mas quisemos experimentar uma coisa diferente e fomos ao Wokker, um sítio de comida thai que já foi um food truck mas está agora dentro de um edifício muito giro, onde há um bar de cervejas artesanais e algumas mesas viradas para a rua, com vistas dos edifícios enormes de downtown.

Pedimos, para entrada, Brisket Egg Rolls e Wokker TX Ranger Fries e pedimos ainda o Pork Belly Fried Rice e Vietnamese Shaken Beef. Nada de desilusão desta vez, a qualidade da comida é óptima e o nosso favorito foi, sem dúvida, o Pork Belly Fried Rice.


De seguida, fomos caminhar pelo Buffalo Bayou Park, um parque com 124 hectares onde podem, e devem, visitar sítios como a famosa ponte dos morcegos em que podem assistir a 250 mil morcegos sobrevoar a ponte e cidade enquanto o sol se põe. Vejam este vídeo e digam lá se não é qualquer coisa.

O parque não fazia jus às imagens que vi antes de visitar e isto deve-se ao facto de Houston ter sido, severamente, atingido pelo furacão Harvey há uns meses. Muitas zonas estavam fechadas mas havia, ainda, espaços verdes que sobreviveram.

O jantar foi no Melting Pot, um restaurante de fondue onde podem customizar o vosso menu ou optar pelos que estão já designados e passar ali um bom serão. O jantar é vos servido em 4 etapas: entrada, salada, prato principal e sobremesa e todos são cozinhados na mesa, no fondue, excepto a salada. Escolhemos um fondue de queijo com batatas para entrada, salada caprese, o prato principal “The Classic” que consiste em porções de camarão, frango com ervas, bife angus, bife teriyaki e porco e, para sobremesa, S’mores: chocolate derretido, marshmallow, graham crackers e brownies, blondies e fruta para mergulhar. Meu Deus! Mais uma vez, satisfação nível 1000.

O dia seguinte seria na NASA, espero por vocês no próximo post. – já seguem no instragam? ófaxabor venham embarcar nas aventuras pela América.

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