Seattle – Dia 1

No Inverno temos sempre tendência a fazer uma city break e, em anos anteriores, visitamos Praga, Amesterdão e Paris. No entanto, agora que estamos deste lado do globo, faz todo o sentido explorar estes lados e assim decidimos a nossa primeira viagem dentro dos Estados Unidos: Seattle.

Embarcamos de manhãzinha, 6h30, e chegamos eram quase 9h – em Seattle são menos 2h que no Texas – numa viagem que durou cerca de 4h.

Assim que chegamos, decidimos apanhar o comboio e ir em direcção ao Pike Place Market, uma das paragens obrigatórias para quem visita Seattle. Saímos em Pioneer Square, o distrito histórico da cidade e caminhamos pelas ruas cheias de lojinhas interessantes e sítios para se parar e beber um café – e aquecer, que faz frio lá fora. O bilhete custou $3 e a viagem são cerca de 20min.

Uma das coisas que reparamos imediatamente foi a quantidade de subidas inclinadas e a abundância de verde. Em San Antonio é raríssimo haver uma subida e as cores são mais acastanhadas. O feeling em Seattle é o que se sente ao visitar qualquer cidade cosmopolita onde a presença de sky high edifícios é obrigatória e há aquele frenesim na rua – mas não sendo o caos de Londres, por exemplo.

 

No Pike Place Market podemos ver os famosos balcões de peixe, vindos directamente do mar lá atrás do mercado – águas do pacífico – lojas de antiguidades, comics, frutas, padaria e etc. Tudo a berrar fresco e cheio de cor.

Também, nesta zona, se encontra o Starbucks mais antigo do mundo. Aberto desde 1971, na rua do Pike Place, é também conhecido por ‘Original Starbucks‘ e é impossível passar despercebido já que grupinhos de pessoas se juntam cá fora e tiram fotografias – nós fizemos o mesmo ahahhahah.

Num becozinho, ainda no Pike Place Market, encontra-se a Gum Wall que é, nada mais nada menos, paredes cobertas de pastilhas elásticas. Quem é que achou que isto seria boa ideia? Não sei, mas é mais uma paragem obrigatória.

O almoço foi naquele que viria a ser o meu novo vício, Ramen. Apanhamos um autocarro em direcção a Capitol Hill e em 20min estavamos no Ramen Danbo. Há lá melhor coisa que uma taça de noodles num broth delicioso para aquecer? Maravilha. O atendimento foi óptimo e bastante claro no que diz respeito às opções e ao recomendado.

A seguir fomos a uma loja de cannabis – legal em Seattle. Se já visitaram Amesterdão e conhecem o tipo de lojas que estou a falar, esqueçam pois por estes lados essas mesmas lojas são todas lindas e dignas de revista. Pedem ID ao entrar e depois não só podem ver os produtos disponíveis – desde o típico para fumar a produtos medicinais como cremes, batons ou mesmo chocolates e bebidas – e podem, ainda, ver as plantas a serem tratadas nos laboratórios e o processo de evolução. O atendimento é 5 estrelas e é agradável ver que certos sítios já estão suficientemente desenvolvidos para entender que cannabis não é cocaína. E isto é a opinião de uma não consumidora.


Daqui fomos para o nosso rico Airbnb, em West Seattle. É uma zona bastante mais calma que o centro e ficamos rendidos às fotos quando andávamos à procura de sítio para ficar.

Já cansados e sem muita vontade para voltar para o centro da cidade, decidimos procurar o que jantar na zona. E porque pizza napoletana soa sempre bem, o jantar foi no restaurante Mioposto. Eu fiquei fã assim que li que o pão que serviam era levedado durante horas portanto pedimos isso, duas pizzas e umas das melhores sobremesas que já provamos: Apple crostata. Massa de pizza recheada de maçã com canela e açúcar, molho de caramelo e uma bola de gelado de baunilha super suave. Disto não há fotos que a gulodice era enorme!

De volta à nossa “casinha”, nada melhor que ligar a lareira e ver umas séries que amanhã é o dia 2 e a noite anterior dormimos 2h.

Fiquem por aí para o resto da viagem!

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