BRUNCH | Holy Roller

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O domingo é dia de brunch – é o dia que escolhemos não contar calorias, como já vos havia dito no post anterior. Já estivemos em mil e um sítios e, de vez em quando, lá procuramos um sítio novo. Foi assim – e porque íamos a Austin, a cidade Capital do Texas – que decidimos experimentar o Holy Roller.

Quando lá chegamos haviam várias pessoas à espera mas foi nos dito que seriam uns 30min até uma mesa estar disponível, portanto sentamo-nos comfortavelmente na zona de espera enquanto liamos o menu. Eu, que já havia visto as fotos das panquecas, sabia que as tinha que pedir, era obrigatório. Não sei se também são assim, mas eu gosto de ler o menu antes de ir onde quer que seja. Assim sendo, mais difícil foi decidir-me pela versão doce ou salgada e pedir as panquecas com o famoso fried chicken. Lá me decidi pelas cookies&cream e o homem pediu uma versão salgada: ovos e bacon.


Para ‘entrada’ quisemos experimentar as trash fries: batatas fritas com natas azedas, ovo frito, queijo, milho, cebola, chillies e salsa. Estavam óptimas e é toda uma combinação que funciona muito bem! Acompanhamos a comida com o ‘Can I get an Amen?‘, uma mistura de Gin, Earl Grey, limão e mel, servido quente.

As panquecas estavam mesmo como uma panqueca deve ser, massa alta e fofinha, e muito bem servidas. Eu, que sou uma lambareira e gosto de coisas doces, preferi as do homem pois o contraste do salgado com o doce é muito mais interessante no palato. As minhas panquecas tornavam-se um bocado doce demais, mesmo para gulosos como eu!

De uma decoração estilo funky-punk-rock, este é o sítio perfeito para um brunch descontraído, com boa música e vários apontamentos religiosos mas de uma maneira divertida. Thank God! O melhor, ainda, é que não precisam de esperar pelo fim-de-semana pois o brunch é servido todos os dias. Portanto, se vivem em Austin ou estão a planear visitar, façam o favor de lá ir.

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Prozis – Orders/Encomendas

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Já estava para encomendar as famosas aveia+proteína da Prozis há vários meses – pois que é ver gente por todo o lado a fazer papas com a sua saquinha de Oats+Whey de sabores fantásticos *inveja*inveja*. Lá por casa, estamos habituados a fazer a aveia e depois juntar a nossa Quest favorita, Banana&Cream e é óptima (como qualquer produto Quest) mas, sem dúvida, é bastante conveniente já estar a proteína misturada na aveia e sempre dá para variar. Vai daí, estava mesmo decidida a encomendar umas embalagens da Prozis e usufruir, também, dos seus descontos que me soam sempre bem.

Ontem foi o dia. Lá vou eu toda feliz da vida passear pelo website, meter coisas para o carrinho e, já pronta, clico no checkout. É aqui que a minha história desilusão começa. Não é que os senhores queriam, nada mais nada menos, que $60 para o envio? Mais do que o valor da própria encomenda. Fui, então, pesquisar e, sendo a Prozis uma marca Europeia, faz todo o sentido que seja um dinheirão mandar vir uma encomenda para os Estados Unidos. Mas e agora, digam-me lá, como é que vou continuar a ver as vossas papas de aveia e os zero syrups – sim, esses também estavam na encomenda – sem ficar com desejos? Pronto, e é isto. Uma mulher sofre!

Vamos lá ver se há semelhante por aqui. Se souberem de alguma loja (online ou física) que venda este tipo de produtos nos Estados Unidos, é fazer o favor de indicar!

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Happy Easter – Boa Páscoa

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A Páscoa é a minha “festa” favorita e não é por motivos religiosos – que eu não ligo nenhum a isso – mas sim pela comida deliciosa que se come neste dia. Não há outra festividade em que eu aprecie tanto a tradição gastronómica como na Páscoa. O famoso Pão-de-Ló de Ovar é o meu doce preferido deste dia e o não pode faltar na mesa.

É a primeira vez que vamos passar a Páscoa nos States e, por isso, não sabemos quais são as tradições por aqui. Pelo que vemos no supermercado, não faltam chocolates mas não vi nenhuns doces tradicionais portanto vou ter que fazer qualquer coisa doce e o mais certo é ser o meu rico pão-de-ló. Sintam-se à vontade para recomendar outras receitas e digam-me lá como é que celebram este dia – se é que o celebram!

Desejos de uma Boa Páscoa!

E, se ainda não o fizeram, sigam no Instagram para estar a par das aventuras por estes lados!

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Trip to Seattle – day 4

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No último dia em Seattle, fomos tomar o pequeno almoço à Bakery Nouveau, pois está claro. Estava um dia de sol e conseguimos sentar-nos cá fora enquanto íamos aproveitando aquele twice baked chocolate croissant e desejando que houvesse uma Bakery Nouveau em San Antonio.

Daqui, fomos para um dos parques obrigatórios visitar em Seattle: Kerry Park. É deste parque que muitas das fotos da cidade são tiradas. A placa neste jardim, em Queen Anne, diz que o parque foi oferecido, por Mr and Mrs. Albert,  à cidade de forma a que todos os que por lá passassem, pudessem usufruir das vistas. E digam lá se não são maravilhosas.

A próxima paragem seria a Space Needle, não muito longe dali. E por “não muito longe” entenda-se “uns bons 20min a pé”. Mas vale a pena! As descidas eram bastante íngremes – já vos tinha dito que em San Antonio não há nem metade destas subidas/descidas – e o dia estava bom para caminhar.

Como já tinha o treino feito de subir o Sky View Observatory, subir a Space Needle foi easy-peasy. Estou a brincar. Não foi nada. O medinho estava em mim, à mesma. Mas são só 40seg e basta não olhar lá para fora enquanto sobem se não quiserem ter um piripaque. Isto são os conselhos de uma medricas. Se gostam de alturas, então façam como o homem e encostem-se mesmo na frente do elevador e desfrutem! Depois de estar lá em cima, fica um bocado mais fácil e as vistas são, sem dúvida, bastante boas.

Descemos – a minha parte favorita – e fomos ao Museu de Cultura Pop. Não julguem só o nome, não só de pop se trata o museu.

Ambas as entradas, Space Needle e MoPop, estão incluídas no Citypass.

Aqui, podem ver exposições de música, peças de vestuário de filmes e artefactos, jogos interactivos etc. É um museu bastante interessante e recomendo mesmo.




Entretanto o pequeno almoço já ia longe e precisavamos recarregar baterias. Decidimos, mais uma vez, caminhar e em direcção a onde? Ao Ramen Danbo! Era o último dia e ficamos super fãs de ramen e de como fomos servidos neste sítio que foi fácil escolher lá voltar.

Pelo caminho – foram 45min a pé – ainda demos um saltinho à loja da Amazon Go para experienciar o que é entrar e sair de uma loja ‘sem pagar’. Basta ter a app da Amazon, entrar na loja scaneando um código da app, pegam no que querem e saem. Passados uns minutos recebem um email com o “talão”. Não é impressionante?

Depois do ramen, fomos passear pela cidade enquanto aproveitamos o resto das horas que tinhamos antes de jantar e seguir para o aeroporto.

O jantar foi dentro do mesmo tema. Em Chinatown havia um restaurante com boas reviews e portanto demos lá um saltinho e pedimos vários pratos leves como dumplings e bao, ou steamed buns.

Dali foi só atravessar a rua e entrar no comboio que nos levou para o aeroporto. A viagem foi pacífica e em 4h estávamos em Austin.

Ficamos muito felizes por ter escolhido Seattle para a nossa primeira viagem fora do Texas, dentro dos EUA, e recomendamos não só a quem nunca lá foi, mas também a quem quiser voltar. Não só podem encontrar sítios maravilhosos para comer – Mioposto, Bakery Nouveau, Ramen Danbo – como visitar vários pontos da cidade que é tão diversa e tem tanto para oferecer. Visitem!

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Trip to Seattle – day 3

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No primeiro dia em Seattle, encontrámos uma das melhores pastelarias onde já estive, a Bakery Nouveau. Queriamos lanchar e, ao pesquisar por “bakery” – uma das minhas palavras favoritas – o Google sugeriu esta e que bem que sugeriu! Passou a ser paragem obrigatória e foi lá que escolhemos tomar o pequeno almoço no dia 3 e 4.

O que nos surpreendeu mais foi a qualidade da massa folhada. É difícil encontrar um mau croissant, mas é ainda mais difícil encontrar um que vá para o topo assim à primeira dentada. E já provamos os croissants em Paris! Na Bakery Nouveau, tudo o que pedimos foi óptimo mas o twice baked chocolate croissant é uma coisa de outro mundo. A massa folhada, o recheio, o efeito da massa que foi cozida duas vezes. Nunca comi semelhante e, se vive-se em Seattle, este seria o meu sítio de eleição para quando há espaço para ser lambareira.

Bem abastecidos, seguimos em direcção a Seattle waterfront onde iamos fazemos a tour incluida no Citypass, Argosy Harbor. Sendo que ainda faltava mais de uma hora, decidimos ir ao Seattle Aquarium, também incluído no Citypass, que era mesmo ao lado.

De seguida fomos, então, para o barco que nos levou numa viagem de cerca de 1h onde não só aprendemos um pouco mais sobre a história de Seattle – uma senhora vai partilhando factos sobre vários pontos pelos quais vamos passando – como podemos tirar fotografias maravilhosas da cidade vista do lado do mar.


Fomos, depois, aquecer enquanto bebíamos algo quentinho e eu ganhava coragem para a próxima paragem: Sky Observatory Columbia Center. São 73 andares e uma vista panorâmica da cidade lá de cima.


Não sendo eu a maior fã de alturas, lá fui eu pois que afinal iria ter que subir a Space Needle – que são menos 300ft.

É verdade que as vistas valem a pena a subida – e só demora uns segundos de elevador – mesmo para medricas como eu que mal se chegam à janela. Estávamos tão alto, que as nuvens pareciam estar a uns metros apenas. Sentados, ficamos a apreciar as luzes que se iam ligando pela cidade enquanto o sol fugia.

A entrada são $15, sendo que podem subir e descer as vezes que quiserem durante o dia e só pagam mesmo no 73ºpiso.

Optámos por pedir um uber, que estava a chover bem, e foi a viagem mais perigosa de sempre. O senhor era um perigo na estrada e eu já só queria era chegar sã e salva! Mission accomplished, é hora de decidir o jantar.

Não foi nada difícil: Mioposto. O facto de estar uma chuva que só pede comfort food e aquela sobremesa deliciosa ditaram onde iríamos jantar. Meu Deus, e o pão, eu alimentava-me deste pão. E aquela sobremesa de maçã. Há sobremesas de maçã, imensas, mas há poucas desta qualidade.

É mais um lugar obrigatório para uma futura viagem a Seattle.

O que vem a seguir já sabem, lareira e umas séries que o dia foi longo e há lá melhor serão.

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Trip to Seattle – day 2

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No segundo dia levantamo-nos já um bocadinho tarde – estávamos mesmo a precisar de umas horas de sono – e o sítio para almoçar estava decidido desde o dia anterior: Zengh Café.

Apanhamos um autocarro em West Seattle e uns 30min depois estávamos sentados neste mini restaurante a provar os delicioso steamed buns e uns beef noodles com vista para a famosa Space Needle. O must deste sítio e aquilo que queríamos provar mesmo eram os custard buns – uma versão doce dos tradicionais steamed buns com um recheio tipo creme de ovos, delicioso – mas o resto do que pedimos era igualmente óptimo e ainda nós recomendaram sítios a visitar por Seattle.

Já que estávamos a uns passinhos da Space Needle, aproveitamos para comprar o city pass e verificar se iria dar para subir lá cima, já que no site dizia que iam estar fechados durante uns dias para remodelações mas que algumas zonas estariam acessíveis. A senhora no balcão confirmou que estavam fechados mas iam abrir na sexta, ou seja, ainda lá poderíamos ir!

O City Pass é um passe que vos dá entrada para a Space Needle (no dia 4 subimos e há fotos), Seattle Aquarium (fotos e etc dia 3), Argosy Cruises Harbor Tour (para fotos e etc, voltem no dia 3), Museum of Pop Culture (dia 4) ou Woodland Park Zoo e Chihuly Garden and Glass ou Pacific Science Center.

São $79 e, se pretenderem visitar estes sítios, sugiro que o adquiram.

A maioria destes sítios é na mesma zona. Sendo que a Space Needle é a dois passos do Chihuly Garden and Glass, decidimos visitar este museu onde podem ver as obras de Dale Chihuly. Os detalhes e as cores são espectaculares e tudo é feito em vidro. Não vou escrever muito sobre este sítio mas sim deixar-vos com estas fotos para poderem perceber o que digo.

De seguida lá fomos para uma – mais uma – longa caminhada. Somos só nós ou vocês também preferem, em city breaks, optar por andar enquanto descobrem o que a cidade oferece em vez de se meterem nos transportes? Só usamos autocarro umas duas vezes e o comboio para ir e vir do aeroporto.

Entretanto, paramos nas novas cúpulas da Amazon, não podendo entrar – é só para empregados – deu para ver o interior que é, nada mais nada menos, o género de uma floresta tropical.

Estava a dar aquela vontade de parar num sítio quentinho para uma bebida ainda mais quentinha e descansar um bocado quando vimos o sítio perfeito: Macrina Bakery. Pedimos uns cappuccinos e duas lambarices que entretanto já estávamos a precisar de repor os açúcares – ou não e sou só eu a ser lambareira. Deliciamo-nos, nas calmas, enquanto escurecia lá fora e se ganhava vontade para mais uma caminhada.

Já tínhamos escolhido onde jantar por isso a próxima paragem seria na Bottlehouse. Era um dos sítios mais recomendados para tapas e era o tipo de comida que nos apetecia, assim mais levezinho e num ambiente muito descontraído.

Este “restaurante” é mesmo uma casa – daquelas típicas americanas – e é numa rua bem calminha. Lá dentro o ambiente não podia ser mais relaxado. Luz super baixa, maioritariamente vinda das velas, mesas altas e garrafas por todo o lado. O menu é muito simples e o mais importante: há pão.. quente. Baguete, queijos que são escolhidos consoante o vinho que estão a beber ou as vossas preferências, carnes curadas, pratos leves e algumas sobremesas. As empregadas são bastante simpáticas e conhecedoras do menu e dos vinhos, e dizem-vos de onde vêm os produtos que estão a consumir. Foi um serão muito agradável e voltava já!

Já vos disse que as sobremesas são o meu prato preferido, right? E por isso, não podíamos ir embora sem sobremesa. Mas esta foi noutro sítio – daqueles que se encontram quando caminham. Vimos uma janelinha que dizia Molly Moon’s homemade ice cream e tivemos que ir ver melhor – que é como quem diz pedir 3 sabores porque escolher é difícil e uma pessoa não quer ter essa tarefa árdua. Ainda bem que decidimos parar por lá pois o raio do gelado era óptimo.

Daqui, quase a rebolar, fomos para a “nossa” rica casinha, aproveitar a lareira que faz frio lá fora e em San Antonio não há nada disso.

Voltem para o resto da viagem por Seattle!

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Trip to Seattle – day 1


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No Inverno temos sempre tendência a fazer uma city break e, em anos anteriores, visitamos Praga, Amesterdão e Paris. No entanto, agora que estamos deste lado do globo, faz todo o sentido explorar estes lados e assim decidimos a nossa primeira viagem dentro dos Estados Unidos: Seattle.

Embarcamos de manhãzinha, 6h30, e chegamos eram quase 9h – em Seattle são menos 2h que no Texas – numa viagem que durou cerca de 4h.

Assim que chegamos, decidimos apanhar o comboio e ir em direcção ao Pike Place Market, uma das paragens obrigatórias para quem visita Seattle. Saímos em Pioneer Square, o distrito histórico da cidade e caminhamos pelas ruas cheias de lojinhas interessantes e sítios para se parar e beber um café – e aquecer, que faz frio lá fora. O bilhete custou $3 e a viagem são cerca de 20min.

Uma das coisas que reparamos imediatamente foi a quantidade de subidas inclinadas e a abundância de verde. Em San Antonio é raríssimo haver uma subida e as cores são mais acastanhadas. O feeling em Seattle é o que se sente ao visitar qualquer cidade cosmopolita onde a presença de sky high edifícios é obrigatória e há aquele frenesim na rua – mas não sendo o caos de Londres, por exemplo.

No Pike Place Market podemos ver os famosos balcões de peixe, vindos directamente do mar lá atrás do mercado – águas do pacífico – lojas de antiguidades, comics, frutas, padaria e etc. Tudo a berrar fresco e cheio de cor.

Também, nesta zona, se encontra o Starbucks mais antigo do mundo. Aberto desde 1971, na rua do Pike Place, é também conhecido por ‘Original Starbucks‘ e é impossível passar despercebido já que grupinhos de pessoas se juntam cá fora e tiram fotografias – nós fizemos o mesmo ahahhahah.

Num becozinho, ainda no Pike Place Market, encontra-se a Gum Wall que é, nada mais nada menos, paredes cobertas de pastilhas elásticas. Quem é que achou que isto seria boa ideia? Não sei, mas é mais uma paragem obrigatória.

O almoço foi naquele que viria a ser o meu novo vício, Ramen. Apanhamos um autocarro em direcção a Capitol Hill e em 20min estavamos no Ramen Danbo. Há lá melhor coisa que uma taça de noodles num broth delicioso para aquecer? Maravilha. O atendimento foi óptimo e bastante claro no que diz respeito às opções e ao recomendado.

A seguir fomos a uma loja de cannabis – legal em Seattle. Se já visitaram Amesterdão e conhecem o tipo de lojas que estou a falar, esqueçam pois por estes lados essas mesmas lojas são todas lindas e dignas de revista. Pedem ID ao entrar e depois não só podem ver os produtos disponíveis – desde o típico para fumar a produtos medicinais como cremes, batons ou mesmo chocolates e bebidas – e podem, ainda, ver as plantas a serem tratadas nos laboratórios e o processo de evolução. O atendimento é 5 estrelas e é agradável ver que certos sítios já estão suficientemente desenvolvidos para entender que cannabis não é cocaína. E isto é a opinião de uma não consumidora.


Daqui fomos para o nosso rico Airbnb, em West Seattle. É uma zona bastante mais calma que o centro e ficamos rendidos às fotos quando andávamos à procura de sítio para ficar.

Já cansados e sem muita vontade para voltar para o centro da cidade, decidimos procurar o que jantar na zona. E porque pizza napoletana soa sempre bem, o jantar foi no restaurante Mioposto. Eu fiquei fã assim que li que o pão que serviam era levedado durante horas portanto pedimos isso, duas pizzas e umas das melhores sobremesas que já provamos: Apple crostata. Massa de pizza recheada de maçã com canela e açúcar, molho de caramelo e uma bola de gelado de baunilha super suave. Disto não há fotos que a gulodice era enorme!

De volta à nossa “casinha”, nada melhor que ligar a lareira e ver umas séries que amanhã é o dia 2 e a noite anterior dormimos 2h.

Fiquem por aí para o resto da viagem!

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Buying medicines in the US

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Já vos falei sobre a minha ida ao dentista no post anterior  – podem ver aqui – e, como seria de esperar, foi-me receitado Ibuprofeno para tomar se tivesse dores e um antibiótico. Nunca eu pensei que ir à farmácia pudesse ser um desafio.

Na minha ideia, dava-lhes a receita, pagava e bye-bye. Não. Há um processo todo em volta disto que só me faz rir do quão difícil é o estar a lidar com um sistema de saúde deste género.

Passo a explicar: uma pessoa vai à farmácia, leva a receita e dizem-vos para voltar dali a uns minutos enquanto “preparam” o medicamento. Para o Ibuprofeno foi um drama pois o dentista passou a receita nos meus apelidos e então a mulher da farmácia estava super reticente em me dar a porra do Ibuprofeno 600mg quando eu podia comprar 3 caixas de Ibuprofeno 200mg das prateleiras do supermercado. E quando vais buscar, tratam-te como se Ibuprofeno fosse droga e tu um viciado. “Já tomaste disto antes?” São 600mg de Ibuprofeno, não cocaína! Paguei $1,45.

As farmácias oferecem opções diferentes para levantar uma receita e os preços variam dependendo da seguradora, da própria farmácia e, obviamente, se têm seguro ou não. Foi engraçado quando, em conversa com uns colegas, nos disseram que por vezes a opção mais barata é sem seguro.

E um exemplo disto foi quando fomos comprar o antibiótico. Os novos cartões do seguro ainda não tinham chegado portanto já eu estava pronta para me levarem à falência quando o senhor na farmácia nos diz que são apenas $8,99 e que estamos com sorte por este ser “um medicamento barato“.

As embalagens de ambos são aqueles frasquinhos que vemos nos filmes, não caixas como estamos habituados e so metem a quantidade que o médico receitou, nem mais um. Não vá uma pessoa fazer sobredosagem e matar-se.

O que registo deste episódio é mesmo o que já é de esperar de um sistema de saúde privado: tudo feito em prol do negócio.

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I’ve tried the US health system

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Já todos nós passamos pela dolorosa experiência de ter uma dor de dentes – se nunca tiveram uma, sintam-se abençoados. Já não tinha uma há anos e, digamos, não tinha saudades nenhumas mas eis que os deuses dos dentinhos se viraram contra mim e mandaram vir uma daquelas que não desejo a ninguém. Passei a noite a dormir uns 5min de cada vez que aquilo parecia apaziguar e, de manhã, decidi que tinha – mesmo – que ir ao dentista pois viria o final de semana e feriado e se a dor continuasse não havia ninguém que pudesse ajudar.

Fui ao website do seguro de saúde, pesquisei por dentistas e tentei escolher um que tivesse boas reviews que nisto de médicos sou picuinhas. Liguei para alguns, sem disponibilidade, até que consegui que me atendessem no mesmo dia.

Saí de casa e lá fui eu. Preenchi mil papéis, por ser nova paciente, e fui chamada. A assistente do dentista tirou-me mil e um raio x com instrumentos nunca usados no dentista em Portugal ou Londres, e entretanto o dentista veio mostrá-los e fazer uma avaliação dos mesmos. Pois que os 4 dentes que desvitalizei em Portugal, quando ainda era uma adolescente, foram TODOS mal desvitalizados. Eu já sabia que um deles tinha sido mal feito quando, por causa de uma dor de dentes em Londres, me tive que dirigir a um dentista – português, quando possível opto pelos nosso profissionais de saúde que, regra geral, são decentes (a minha dentista original já estou a ver que não) – e ele me mostrou como aquele dente não foi completamente desvitalizado.

O senhor dentista diz-me que podemos tratar 2 cavidades e fazer uma limpeza mas que os dentes que foram mal desvitalizados teriam que ser vistos por um endodôntico. A senhora vem explicar os valores do tratamento das cavidades e limpeza e, ao olhar para a lista enorme que ela tinha na mão, já me estava a doer na alma. O que teria que pagar, se quisesse prosseguir, seriam 263 dollars. Uffa! – pensei eu – not so bad. Quando vejo o detalhado, o seguro pagou 580 dollars e, leiam bem, se não tivesse seguro, pagaria 2800 dollars!

Quanto aos dentes que não foram bem desvitalizados, esses vão ser pagos a ouro, quase de certeza. Estou para ver que valores me oferecem e quanto o seguro paga.

O serviço, posso-vos dizer que foi óptimo, não só me deram uma boa dose de anestesia – no UK nunca deram – até me mediram a pulsação antes de começar. O médico ainda disse que, se sentisse dor num dos dentes que ele arranjou, para voltar no mesmo dia pois queria garantir que não passava o fim-de-semana e feriado com dores.

E foi esta a minha primeira experiência no dentista nos States. Se estão curiosos pelo próximos capítulos, fiquem por aí que a seguir vem o endodôntico.

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The weirdest interview ever


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Já vos tinha dito que me candidatei a dois bancos e falei-vos da primeira entrevista. Deste segundo banco não ouvi nem coisas boas nem coisas más, mas, no geral, as pessoas diziam que era um sítio agradável de trabalhar.

Lá vou eu à entrevista, esta que viria a ser a mais estranha da minha vida.

O sítio: digamos que não era o mais indicado e, depois de comentar com o homem que o interior do banco tinha muito mau aspecto, este ao falar com pessoas no trabalho dele, confirma que o sítio onde o banco se encontra é um grande DON’T GO THERE. Pessoas, não se assustem, eu sobrevivi! Aparentemente, o banco está numa zona onde há vários gangues e problemas com frequência portanto é mesmo evitar.

As pessoas: tinham aspecto muito descuidado – uma maneira fofinha de dizer que cheiravam mal – e quase não se falava inglês pois a maioria da comunidade daquele sítio fala espanhol – disse o manager na entrevista.

Os empregados: cada um mais estranho que o seguinte. Desde os looks – calças de ganga, casaco de cabedal e botas até ao joelho – à menina que sai de trás do balcão de chinelo de dedo.

A entrevista: o manager daquela branch, a senhora do casaco de cabedal e uma outra pelo telefone, fizeram-me a entrevista durante cerca de 1h – quando eu já havia esperado 1h para ser entrevistada. Eu parecia a única pessoa civilizada no meio daquela selva. O escritório estava a meter nojo, a senhora do casaco de cabedal não largava a sua caneca de água – do tamanho da bebida maior do McDonald’s – e o sr.manager ia pegando no seu telemóvel, interrompendo o processo de entrevista.

Saí de lá naquela do “nem que me paguem valores astronómicos eu vou trabalhar num sítio destes”.

Desde o início que faltou muita profissionalidade por parte dos entrevistadores e a localização do banco.. já sabem!

Engraçado é que não não fui seleccionada para Teller neste banco, mas foi-me oferecida a posição de Lead Teller no banco que vos falei neste post, bem mais conceituado.

Há uns dias recebi email dos recrutadores a pedir para me candidatar novamente, sure. Valeu pela experiência e serviu para rir um bocadinho. Espero que não seja um problema deste banco mas sim daquele sítio em particular.

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